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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Blu-ray player com preços em queda

Mas que é bom é!
O preço dos aparelhos reprodutores de Blu-Ray caiu novamente. A LG Eletronics anunciou um corte de 25% no preço para o consumidor final no BD350 Blu-ray Disc. O objetivo é tentar aumentar a quota de mercado do aparelho. Segundo previsões da companhia, 60% do mercado de aparelhos de discos óticos em Taiwan será do Blu-Ray, em um prazo de dois anos.

A adoção do Blu-Ray, apesar de ter acelerado nos últimos meses, tem sido muito lenta. A razão principal apontada por especialistas é justamente o seu antecessor: o DVD continua sendo satisfatório para a maioria das pessoas e os preços são muito baixos, tanto da mídia quando do reprodutor. Muitas pessoas não querem se desfazer de suas coleções de DVDs trocando-os por Blu-Ray, por causa do alto preço. O maior problema não seria o preço do hardware e sim o enorme espaço que o DVD ainda ocupa.

Outro duro concorrente do Blu-Ray seriam os novos meios de visualização de vídeos: streaming, pendrives estariam ocupando o espaço que antes era ocupado pelas mídias físicas. A vida do Blu-Ray não está nada fácil e tudo indica que continuará difícil.

Fonte: http://meu-blogue3.blogspot.com/2010/05/blu-ray-player-com-precos-em-queda.html

Dolby Labs anuncia software para áudio 3D

Recentemente a Dolby Labs anunciou um novo software para processamento de áudio em conteúdos 3D para cinema. Parece realmente interessante. As demos aconteceram durante o evento IBC (International Broadcast Convention), realizado na Holanda, link aqui: http://www.ibc.org/

Não é só no campo das imagens que essa tecnologia evoluiu. O pessoal da Dolby fez um vídeo para divulgar e explicar basicamente como funciona, com exemplos, vejam aqui: 
http://www.dolby.com/professional/solutions/cinema/3ddc-solution-flash.html

Outro site que merece ser apreciado é o 3D60. Pelo que o pessoal do Blog do Orlando Barrozo entendeu, a partir de fontes de áudio estéreo eles conseguem criar uma experiência multiespacial, enquanto vê as imagens tridimensionais o usuário é envolvido por sons que vêm de todos os lados, inclusive da região acima de sua cabeça. E isso, garantem os autores da idéia, independe do equipamento de reprodução: pode ser um cinema, um sistema de home theater ou até mesmo um fone de ouvido. Veja aqui a demonstração: http://www.3d60.co.uk/index.php

Já outras pessoas dizem que o 3D60 é apenas a tecnologia binaural requentada! Para comparar escute essa demo, o Virtual Baber Shop. Tem uma versão aqui: http://www.noob.us/entertainment/amazing-digital-surround-sound-virtual-barbershop/

Como escolher caixas para Home Theater - 9 dicas


Quem está prestes a montar um home theater em um ambiente de dimensões restritas sabe que escolher caixas acústicas  compactas de alta fidelidade não é tão simples quanto parece. Há no mercado dezenas de marcas e centenas de modelos com características técnicas (e até design) semelhantes, porém, com timbre e sonoridade completamente distintos.

Antes, é preciso ficar claro que há dois tipos de caixa compacta. A satélite possui altura entre 5cm e 25cm, tem gabinete na maioria de plástico, além de ser voltada a espaços de até 15m2, por ser mais discreta e interferir menos na decoração do ambiente. Já a caixa bookshelf apresenta entre 26cm e 80cm, é vendida em par e seu gabinete é normalmente de madeira, embora haja modelos produzidos em compostos de plástico.

Independente do tipo de caixa, sempre é possível extrair o melhor desempenho de um conjunto quando observados cuidados, como posicionamento, cabeamento e o uso de um bom subwoofer. Afinal, é ele quem ficará responsável por reproduzir grande parte dos graves que as caixas compactas serão incapazes de desempenhar.

O primeiro passo é entender, nem que seja em termos bem genéricos, a verdadeira função da caixa acústica e o seu funcionamento. Com isso, é possível combinar as caixas com a sala e o sistema eletrônico. Segue as dicas:

1 – O TAMANHO IDEAL É O QUE CABE NA SUA SALA

Você deve decidir basicamente entre três tipos de caixa acústica: as do tipo torre (maiores), as bookshelf (médias) e as satélite (compactas). As torre, também chamadas “de piso” (ou floor-standing), são indicadas somente para salas grandes, pois precisam de bom espaço em volta e não devem ficar espremidas entre móveis e objetos de decoração. Se sua sala tem menos de 20m2, esqueça essas caixas. As bookshelf têm esse nome exatamente porque são desenhadas para uso em prateleiras, estantes ou pedestais. Seu tamanho varia entre 30cm e 60cm e o desempenho, em muitos casos, chega perto das torre. E são geralmente mais baratas que estas. Já as caixas compactas, embora sejam uma ótima solução visual, apresentam um problema: não conseguem reproduzir fielmente os graves, pois estes exigem gabinetes maiores. Pode-se amenizar isso usando um bom subwoofer (que também ocupa espaço), mas nem sempre é suficiente.

2 – CAIXAS IN-WALL “DESAPARECEM” NA SALA

Um quarto tipo de caixa que pode ser adotado são as chamadas in-wall (de parede) ou as in-ceiling (de teto). O que as diferencia das caixas convencionais é que podem ser embutidas abrindo-se um buraco na parede ou teto e passando os cabos por canaletas também embutidas. Essas caixas podem ser pintadas na cor da parede e, assim, virtualmente “desaparecem” na decoração da sala. Há até modelos de caixas motorizadas, que ficam embutidas mas podem ser acionadas via controle remoto e então “saem” do teto. Por causa da falta de espaço na maioria das casas e apartamentos, esses tipos de caixas passaram a ser muito procurados e foram sendo aperfeiçoados pelos fabricantes. Ainda não podem se comparar, tecnicamente, às boas caixas bookshelf e torre, mas são sem dúvida uma ótima solução, dependendo da sala.

3 – CAIXA ACÚSTICA NÃO “TEM” POTÊNCIA

É ilusão procurar numa loja caixas acústicas de alta potência, se o seu equipamento (receiver ou amplificador) não é do mesmo porte. Uma caixa, por melhor que seja, não tem potência própria; trata-se de um aparelho passivo, que depende da potência que lhe é fornecida. O importante é observar se a potência especificada da caixa não foge muito daquela liberada pelo receiver. Não se recomenda que haja muita discrepância porque isso pode forçar demais um dos dois aparelhos (em alguns casos, chegando a queimá-lo). Exemplo: se seu receiver libera 80W em cada canal, procure um conjunto de caixas que trabalhe na faixa entre 60W e 100W. A propósito de potência, leia também a reportagem sobre receivers nesta edição.

4 – NÃO CAIA NA TENTAÇÃO DO MAIS BARATO

Talvez mais do que qualquer outro componente do home theater, caixas acústicas são um item em que tentar economizar pode ser um péssimo negócio. Claro, o preço deve ser levado em conta, mas nem de longe deve ser o fator decisivo na escolha. Caixas ruins irão produzir som ruim, mesmo com receiver ou amplificador bons. E o contrário também não funciona. A caixa acústica é como um espelho do sistema eletrônico que a alimenta: deixa transparentes todas as suas deficiências. Só para se ter uma idéia, nos sistemas high-end costuma-se investir nas caixas algo em torno de duas a três vezes o custo do conjunto amplificador+processador. Essa não é uma regra rígida, mas use-a como parâmetro na hora da escolha.

5 – QUEM GOSTA DE VOLUME ALTO PRECISA DE ESPAÇO

Não adianta se enganar: se você é daqueles que fazem questão de ouvir música (ou ver filmes) em altos volumes, você precisa de uma sala grande. E de caixas também de grande porte. Um conjunto de caixas compactas pode até funcionar bem numa sala pequena e apertada, mas em baixo volume. Passando para um ambiente maior, ficarão claras as suas deficiências, principalmente naquelas passagens dos filmes em que se misturam sons altos e baixos, quando a chamada faixa dinâmica do equipamento é mais exigida. Isso acontece muito nos cinemas, mas dificilmente você irá encontrar um cinema com caixas pequenas e baixa potência.

6 – CERTOS DETALHES, SÓ MESMO AS BOAS CAIXAS OFERECEM

A lista de benefícios contidos num bom conjunto de caixas acústicas é grande. Mesmo que você não tenha ouvidos treinados, fatalmente perceberá a diferença ao compará-las com caixas de padrão inferior. Considere: som mais agradável, tanto nos graves quanto nos médios e agudos, com perfeito equilíbrio entre eles; clareza na reprodução dos instrumentos musicais; inteligibilidade nos diálogos dos filmes e na música cantada; capacidade de variar o volume da reprodução sem esforço, ou seja, sem distorções; baixa fadiga auditiva, o que significa que você pode ficar ouvindo durante horas sem cansar os ouvidos; graves profundos e precisos, não abafados; perfeita localização dos sons musicais na área frontal da sala; bom nível de difusão dos sons nos canais traseiros, particularmente em filmes; impacto sonoro uniforme ao passar de sons muito baixos para muito altos.

7 – VERIFIQUE AS ESPECIFICAÇÕES.

Em qualquer aparelho eletrônico, as especificações técnicas fornecidas pelo fabricante são importantes. Elas podem dar uma boa idéia da construção e do projeto, especialmente em caixas acústicas. Mas, mesmo que os números impressionem, convém não lhes dar excessivo peso, pois não é isso o que mais interessa no desempenho de uma caixa. A especificação mais analisada geralmente é a resposta de freqüências, que indica a faixa de áudio que a caixa é capaz de reproduzir. Só que o fabricante deve especificar também o grau de distorção apresentado. Exemplo: 45Hz-22kHz, +/-3dB. A leitura correta é de que o volume emitido pela caixa caiu 3dB ao atingir as freqüências de 45Hz e de 22.000Hz; e que entre esses dois extremos a resposta não variou mais do que 3dB. O que é uma boa medição, sem dúvida. O ideal é o fabricante informar qual foi exatamente a variação dentro daquela faixa (digamos, +/-1dB a 19kHz). Para o consumidor, o importante é saber em que a faixa a reprodução se manteve uniforme (flat), significando que todas as freqüências são reproduzidas da mesma forma, sem enfatizar esta ou aquela.

8 – RESPEITE A IMPEDÂNCIA E A SENSIBILIDADE

Outra especificação que precisa ser checada é a impedância de entrada da caixa acústica, que por sua vez deve combinar com a impedância de saída do receiver ou do amplificador. Esta pode ser de 8, 6, ou 4 ohms (para aparelhos usados em home theater). A impedância é a resistência do alto-falante à passagem da corrente elétrica vinda do amplificador. Quanto menor a impedância, mais corrente será transmitida à caixa. Um falante de 4 ohms exige o dobro da corrente que um de 8 ohms; se o amplificador puder fornecer isso, tudo bem. Mas certos receivers não conseguem trabalhar em 4 ohms. Outro fator que deve ser casado entre caixa e amplificador é a sensibilidade, medida em dB. Indica quanto de som a caixa pode produzir a partir de um determinado sinal de entrada. Sensibilidade alta significa que a caixa pode emitir altos volumes mesmo com amplificador de baixa potência. Caixas de home theater em geral possuem sensibilidade variando entre 87 e 93dB, mas é bom lembrar que a cada 3dB a mais a potência requerida cai pela metade. Fazendo as contas: se uma caixa de 87dB exige 100W para produzir determinado volume, outra de 93dB exigirá apenas 25W.

9 – NUNCA COMPRE UMA CAIXA SEM OUVI-LA

Acima de qualquer especificação, o fator mais importante na escolha de uma caixa acústica é a sua audição. Comprar uma caixa sem ouvi-la é mais ou menos como escolher uma foto sem vê-la. Não há como substituir uma boa comparação entre caixas, deixando que os ouvidos julguem, ainda que não sejam ouvidos de especialista. Hoje, existem dezenas de boas lojas com salas apropriadas para esse tipo de comparação. Procure visitá-las, conversar com o vendedor (nas lojas especializadas, eles são mais bem preparados para isso) e analisar diversos conjuntos. Peça apenas para tomar o cuidado de manter sempre o mesmo sistema de amplificação e a mesma fonte sonora (CD ou DVD player), de preferência repetindo também os trechos de músicas e filmes. Ao final, certamente um dos conjuntos irá agradar mais aos seus ouvidos.

Fonte: Planet Tech & Ideal Dicas