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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Blu-ray player com preços em queda

Mas que é bom é!
O preço dos aparelhos reprodutores de Blu-Ray caiu novamente. A LG Eletronics anunciou um corte de 25% no preço para o consumidor final no BD350 Blu-ray Disc. O objetivo é tentar aumentar a quota de mercado do aparelho. Segundo previsões da companhia, 60% do mercado de aparelhos de discos óticos em Taiwan será do Blu-Ray, em um prazo de dois anos.

A adoção do Blu-Ray, apesar de ter acelerado nos últimos meses, tem sido muito lenta. A razão principal apontada por especialistas é justamente o seu antecessor: o DVD continua sendo satisfatório para a maioria das pessoas e os preços são muito baixos, tanto da mídia quando do reprodutor. Muitas pessoas não querem se desfazer de suas coleções de DVDs trocando-os por Blu-Ray, por causa do alto preço. O maior problema não seria o preço do hardware e sim o enorme espaço que o DVD ainda ocupa.

Outro duro concorrente do Blu-Ray seriam os novos meios de visualização de vídeos: streaming, pendrives estariam ocupando o espaço que antes era ocupado pelas mídias físicas. A vida do Blu-Ray não está nada fácil e tudo indica que continuará difícil.

Fonte: http://meu-blogue3.blogspot.com/2010/05/blu-ray-player-com-precos-em-queda.html

Dolby Labs anuncia software para áudio 3D

Recentemente a Dolby Labs anunciou um novo software para processamento de áudio em conteúdos 3D para cinema. Parece realmente interessante. As demos aconteceram durante o evento IBC (International Broadcast Convention), realizado na Holanda, link aqui: http://www.ibc.org/

Não é só no campo das imagens que essa tecnologia evoluiu. O pessoal da Dolby fez um vídeo para divulgar e explicar basicamente como funciona, com exemplos, vejam aqui: 
http://www.dolby.com/professional/solutions/cinema/3ddc-solution-flash.html

Outro site que merece ser apreciado é o 3D60. Pelo que o pessoal do Blog do Orlando Barrozo entendeu, a partir de fontes de áudio estéreo eles conseguem criar uma experiência multiespacial, enquanto vê as imagens tridimensionais o usuário é envolvido por sons que vêm de todos os lados, inclusive da região acima de sua cabeça. E isso, garantem os autores da idéia, independe do equipamento de reprodução: pode ser um cinema, um sistema de home theater ou até mesmo um fone de ouvido. Veja aqui a demonstração: http://www.3d60.co.uk/index.php

Já outras pessoas dizem que o 3D60 é apenas a tecnologia binaural requentada! Para comparar escute essa demo, o Virtual Baber Shop. Tem uma versão aqui: http://www.noob.us/entertainment/amazing-digital-surround-sound-virtual-barbershop/

Como escolher caixas para Home Theater - 9 dicas


Quem está prestes a montar um home theater em um ambiente de dimensões restritas sabe que escolher caixas acústicas  compactas de alta fidelidade não é tão simples quanto parece. Há no mercado dezenas de marcas e centenas de modelos com características técnicas (e até design) semelhantes, porém, com timbre e sonoridade completamente distintos.

Antes, é preciso ficar claro que há dois tipos de caixa compacta. A satélite possui altura entre 5cm e 25cm, tem gabinete na maioria de plástico, além de ser voltada a espaços de até 15m2, por ser mais discreta e interferir menos na decoração do ambiente. Já a caixa bookshelf apresenta entre 26cm e 80cm, é vendida em par e seu gabinete é normalmente de madeira, embora haja modelos produzidos em compostos de plástico.

Independente do tipo de caixa, sempre é possível extrair o melhor desempenho de um conjunto quando observados cuidados, como posicionamento, cabeamento e o uso de um bom subwoofer. Afinal, é ele quem ficará responsável por reproduzir grande parte dos graves que as caixas compactas serão incapazes de desempenhar.

O primeiro passo é entender, nem que seja em termos bem genéricos, a verdadeira função da caixa acústica e o seu funcionamento. Com isso, é possível combinar as caixas com a sala e o sistema eletrônico. Segue as dicas:

1 – O TAMANHO IDEAL É O QUE CABE NA SUA SALA

Você deve decidir basicamente entre três tipos de caixa acústica: as do tipo torre (maiores), as bookshelf (médias) e as satélite (compactas). As torre, também chamadas “de piso” (ou floor-standing), são indicadas somente para salas grandes, pois precisam de bom espaço em volta e não devem ficar espremidas entre móveis e objetos de decoração. Se sua sala tem menos de 20m2, esqueça essas caixas. As bookshelf têm esse nome exatamente porque são desenhadas para uso em prateleiras, estantes ou pedestais. Seu tamanho varia entre 30cm e 60cm e o desempenho, em muitos casos, chega perto das torre. E são geralmente mais baratas que estas. Já as caixas compactas, embora sejam uma ótima solução visual, apresentam um problema: não conseguem reproduzir fielmente os graves, pois estes exigem gabinetes maiores. Pode-se amenizar isso usando um bom subwoofer (que também ocupa espaço), mas nem sempre é suficiente.

2 – CAIXAS IN-WALL “DESAPARECEM” NA SALA

Um quarto tipo de caixa que pode ser adotado são as chamadas in-wall (de parede) ou as in-ceiling (de teto). O que as diferencia das caixas convencionais é que podem ser embutidas abrindo-se um buraco na parede ou teto e passando os cabos por canaletas também embutidas. Essas caixas podem ser pintadas na cor da parede e, assim, virtualmente “desaparecem” na decoração da sala. Há até modelos de caixas motorizadas, que ficam embutidas mas podem ser acionadas via controle remoto e então “saem” do teto. Por causa da falta de espaço na maioria das casas e apartamentos, esses tipos de caixas passaram a ser muito procurados e foram sendo aperfeiçoados pelos fabricantes. Ainda não podem se comparar, tecnicamente, às boas caixas bookshelf e torre, mas são sem dúvida uma ótima solução, dependendo da sala.

3 – CAIXA ACÚSTICA NÃO “TEM” POTÊNCIA

É ilusão procurar numa loja caixas acústicas de alta potência, se o seu equipamento (receiver ou amplificador) não é do mesmo porte. Uma caixa, por melhor que seja, não tem potência própria; trata-se de um aparelho passivo, que depende da potência que lhe é fornecida. O importante é observar se a potência especificada da caixa não foge muito daquela liberada pelo receiver. Não se recomenda que haja muita discrepância porque isso pode forçar demais um dos dois aparelhos (em alguns casos, chegando a queimá-lo). Exemplo: se seu receiver libera 80W em cada canal, procure um conjunto de caixas que trabalhe na faixa entre 60W e 100W. A propósito de potência, leia também a reportagem sobre receivers nesta edição.

4 – NÃO CAIA NA TENTAÇÃO DO MAIS BARATO

Talvez mais do que qualquer outro componente do home theater, caixas acústicas são um item em que tentar economizar pode ser um péssimo negócio. Claro, o preço deve ser levado em conta, mas nem de longe deve ser o fator decisivo na escolha. Caixas ruins irão produzir som ruim, mesmo com receiver ou amplificador bons. E o contrário também não funciona. A caixa acústica é como um espelho do sistema eletrônico que a alimenta: deixa transparentes todas as suas deficiências. Só para se ter uma idéia, nos sistemas high-end costuma-se investir nas caixas algo em torno de duas a três vezes o custo do conjunto amplificador+processador. Essa não é uma regra rígida, mas use-a como parâmetro na hora da escolha.

5 – QUEM GOSTA DE VOLUME ALTO PRECISA DE ESPAÇO

Não adianta se enganar: se você é daqueles que fazem questão de ouvir música (ou ver filmes) em altos volumes, você precisa de uma sala grande. E de caixas também de grande porte. Um conjunto de caixas compactas pode até funcionar bem numa sala pequena e apertada, mas em baixo volume. Passando para um ambiente maior, ficarão claras as suas deficiências, principalmente naquelas passagens dos filmes em que se misturam sons altos e baixos, quando a chamada faixa dinâmica do equipamento é mais exigida. Isso acontece muito nos cinemas, mas dificilmente você irá encontrar um cinema com caixas pequenas e baixa potência.

6 – CERTOS DETALHES, SÓ MESMO AS BOAS CAIXAS OFERECEM

A lista de benefícios contidos num bom conjunto de caixas acústicas é grande. Mesmo que você não tenha ouvidos treinados, fatalmente perceberá a diferença ao compará-las com caixas de padrão inferior. Considere: som mais agradável, tanto nos graves quanto nos médios e agudos, com perfeito equilíbrio entre eles; clareza na reprodução dos instrumentos musicais; inteligibilidade nos diálogos dos filmes e na música cantada; capacidade de variar o volume da reprodução sem esforço, ou seja, sem distorções; baixa fadiga auditiva, o que significa que você pode ficar ouvindo durante horas sem cansar os ouvidos; graves profundos e precisos, não abafados; perfeita localização dos sons musicais na área frontal da sala; bom nível de difusão dos sons nos canais traseiros, particularmente em filmes; impacto sonoro uniforme ao passar de sons muito baixos para muito altos.

7 – VERIFIQUE AS ESPECIFICAÇÕES.

Em qualquer aparelho eletrônico, as especificações técnicas fornecidas pelo fabricante são importantes. Elas podem dar uma boa idéia da construção e do projeto, especialmente em caixas acústicas. Mas, mesmo que os números impressionem, convém não lhes dar excessivo peso, pois não é isso o que mais interessa no desempenho de uma caixa. A especificação mais analisada geralmente é a resposta de freqüências, que indica a faixa de áudio que a caixa é capaz de reproduzir. Só que o fabricante deve especificar também o grau de distorção apresentado. Exemplo: 45Hz-22kHz, +/-3dB. A leitura correta é de que o volume emitido pela caixa caiu 3dB ao atingir as freqüências de 45Hz e de 22.000Hz; e que entre esses dois extremos a resposta não variou mais do que 3dB. O que é uma boa medição, sem dúvida. O ideal é o fabricante informar qual foi exatamente a variação dentro daquela faixa (digamos, +/-1dB a 19kHz). Para o consumidor, o importante é saber em que a faixa a reprodução se manteve uniforme (flat), significando que todas as freqüências são reproduzidas da mesma forma, sem enfatizar esta ou aquela.

8 – RESPEITE A IMPEDÂNCIA E A SENSIBILIDADE

Outra especificação que precisa ser checada é a impedância de entrada da caixa acústica, que por sua vez deve combinar com a impedância de saída do receiver ou do amplificador. Esta pode ser de 8, 6, ou 4 ohms (para aparelhos usados em home theater). A impedância é a resistência do alto-falante à passagem da corrente elétrica vinda do amplificador. Quanto menor a impedância, mais corrente será transmitida à caixa. Um falante de 4 ohms exige o dobro da corrente que um de 8 ohms; se o amplificador puder fornecer isso, tudo bem. Mas certos receivers não conseguem trabalhar em 4 ohms. Outro fator que deve ser casado entre caixa e amplificador é a sensibilidade, medida em dB. Indica quanto de som a caixa pode produzir a partir de um determinado sinal de entrada. Sensibilidade alta significa que a caixa pode emitir altos volumes mesmo com amplificador de baixa potência. Caixas de home theater em geral possuem sensibilidade variando entre 87 e 93dB, mas é bom lembrar que a cada 3dB a mais a potência requerida cai pela metade. Fazendo as contas: se uma caixa de 87dB exige 100W para produzir determinado volume, outra de 93dB exigirá apenas 25W.

9 – NUNCA COMPRE UMA CAIXA SEM OUVI-LA

Acima de qualquer especificação, o fator mais importante na escolha de uma caixa acústica é a sua audição. Comprar uma caixa sem ouvi-la é mais ou menos como escolher uma foto sem vê-la. Não há como substituir uma boa comparação entre caixas, deixando que os ouvidos julguem, ainda que não sejam ouvidos de especialista. Hoje, existem dezenas de boas lojas com salas apropriadas para esse tipo de comparação. Procure visitá-las, conversar com o vendedor (nas lojas especializadas, eles são mais bem preparados para isso) e analisar diversos conjuntos. Peça apenas para tomar o cuidado de manter sempre o mesmo sistema de amplificação e a mesma fonte sonora (CD ou DVD player), de preferência repetindo também os trechos de músicas e filmes. Ao final, certamente um dos conjuntos irá agradar mais aos seus ouvidos.

Fonte: Planet Tech & Ideal Dicas

terça-feira, 17 de maio de 2011

HOT DICAS FILMES
Comer Rezar Amar


Comer Rezar Amar (Eat Pray Love, 2010) conta a história de Liz (Julia Roberts) que, ao perceber que está infeliz em sua vida, decide que é preciso mudar. Primeiro, remove o obstáculo mais evidente: seu casamento, iniciando assim um doloroso processo de divórcio. Depois, a tentativa de viver uma vida normal e buscar novos relacionamentos amorosos. Ela então conhece David (James Franco), um ator mais novo que ela. No entanto, a aparente felicidade inicial logo dá lugar ao mesmo vazio existencial que ela antes sentia.
Liz então embarca em uma viagem de um ano pela Itália, Índia e Indonésia. Na Itália ela se dedica a um período de indulgência, apreciando o melhor da culinária local e permitindo-se engordar alguns quilos, vivendo apenas para buscar o "prazer de não fazer nada", pregado pelos italianos. Neste trecho fica a evidente a diferença que faz o orçamento de 60 milhões de dólares, com caprichados takes aéreos de Roma.
Na Índia, Liz pretende dedicar-se à meditação e à busca do equilíbrio espiritual. Em sua estadia em um ashram hindu, ela confronta a dor da qual pensava já estar curada para, finalmente, perdoar-se. Depois, ruma para Bali, ilha que ela já havia visitado (na visita anterior, um xamã havia previsto que ela retornaria para que ele pudesse ensinar-lhe todos os seus conhecimentos).
No período em Bali, Liz redescobre o amor em Felipe, personagem brasileiro vivido pelo espanhol Javier Bardem. Ao ouvir Bardem falando português e a trilha de bossa nova, sentimos aquela vergonha alheia de ver nossa cultura representada nas telas por estrangeiros - provavelmente sentida também pelos italianos, indianos e indonésios ao assistir esse filme. No entanto, essa representação não é caricata e descuidada, ficando nítido que a produção empenhou-se na fonética dos sotaques. Não chegou-se à perfeição, mas o trabalho foi bem executado.
Para aqueles que amam ou sonham viajar, a fotografia de Comer Rezar Amar estimula aquela vontade de embarcar no próximo avião. No entanto, apesar do filme ter realização técnica esmerada, falta ousadia à atuação de Julia Roberts, que nunca sai do território seguro já explorado em seus filmes anteriores. A autora do romance best-seller que originou este filme, Elizabeth Gilbert, que trilhou a jornada relatada, é uma mulher real - não a figura de estrela idealizada que Roberts parece incapaz de abandonar. O demérito dessa falta de contrastes é também da direção do diretor Ryan Murphy, que não explora a profundidade da tristeza do início a fim de evidenciar a transformação de Liz ao final.

minha avaliação nota: 9
simplismente um filme emocionante, gostoso de se assistir e ao mesmo tempo te ajuda a perceber o quanto somos frágeis e a ver
que ao mesmo tempo temos todo o mundo a nossa volta e não damos a mínima pra isso. 
muito bom... 


quarta-feira, 4 de maio de 2011

HOT DICAS - SHOWS
STING LIVE IN BERLIN
Sempre achei o Sting sem sal sei lá, mais vendo esse show eu pude notar o quanto esse artista é versátil e competente na execusão de suas canções deixando o clima completamente mágico dentro da sala de Home Theater, Sting fez uma nova roupagem pra canções antigas usando a incrível osquesta de Berlin como fundo músical

Show incrível, som e imagens perfeitas no formato Blu ray
Som DTS plus 5.1
vale cada centavo
Minha nota :10
 Posicionamento das caixas ácusticas

Em algum lugar de nosso espaço estão as caixas acústicas. Imponentes ou não, mas palpáveis, hardware autêntico, todas bem visíveis, com cor, peso, tamanho e forma física bem definidas. Noutro ponto do mesmo espaço estamos nós, com nosso sentido de audição. Percepção humana numa forma das mais notáveis. Não muitos se dão conta de que, entre essas duas evidências óbvias, está a acústica com seus meandros técnicos e mitos próprios e pitorescos.

Por isso mesmo, costumo chamar a acústica arquitetônica de ciência invisível. Quando ignorada, como o é na maioria dos casos, ela simplesmente não pode nos ajudar a obter mais qualidade sônica. Por outro lado pode, e geralmente o faz, degradar nossas audições sagradas. Freqüentemente, reduzindo nossas referências a níveis absurdamente baixos.

A importância da acústica em nossas salas pode ser avaliada pelo seguinte postulado: um equipamento bem modesto, instalado numa sala com acústica bem cuidada, é capaz de proporcionar melhor qualidade de áudio do que um hiper "hi-end" instalado numa sala com acústica medíocre !!!

As partes que nos interessam da acústica arquitetônica são duas: isolamento acústico e controle do comportamento interno das salas. O isolamento acústico tem a ver com o quanto nossos espaços deixam os sons vazarem. Esta é uma rua de duas mãos. Porque se aplica tanto do exterior para o interior, quanto vice-versa. No mesmíssimo grau. Quando o ruído externo é elevado, um vazamento mais sério pode resultar num elevado nível de ruído interno, que nos impede de obter adequadas relações sinal/ruído de natureza acústica. Do interior para o exterior, o vazamento acentuado geralmente provoca a ira de vizinhos, e mesmo de outras pessoas em nossa casa.

Para evitar vazamentos significativos temos duas opções. Escolher criteriosamente o local da audição, o que na prática é algo bastante limitado por várias circunstâncias. A outra é trabalhar as estruturas horizontais e verticais da sala. Como o assunto é algo indigesto, e as implicações financeira$ são geralmente de monta, o ideal é chamar um especialista. Alguém que possa ajudar a maximizar resultados e minimizar investimentos.

O controle do comportamento acústico interno tem duas vertentes. Obter tempo de reverberação adequado e controlar os efeitos das ondas estacionárias. Tempo de reverberação (RT) é o tempo que a energia do som demora para cair 1.000.000 de vezes, contado em segundos a partir do momento que cortamos a fonte que o produz. Na prática, pode se contar o RT de cabeça, usando como fonte de som uma palma batida com as mãos. Especialistas menos equipados usam artifícios como estourar bolas de gás, dar tiros de espoleta e outras mumunhas.

Sempre existe um RT ideal para cada espaço, figura dependente diretamente do seu volume físico e do tipo de programa predominante. Essa figura está por volta de 0,5 segundo para a maioria das salas residenciais.

O conceito de Tempo de Reverberação está encriptado no próprio nome. É o tempo durante o qual não há mais sons diretos produzidos pelas caixas, mas apenas reflexões sucessivas nas superfícies das salas. Que juntas ganham o nome de reverberação. Portanto, algo que tem a ver com o quanto essas superfícies absorvem e refletem os sons.

É exatamente aqui que a coisa começa a pegar. O significado do termo ?absorvente? parece que tem um efeito mágico sobre as pessoas. Que, no geral, acreditam que aplicar materiais acusticamente muito absorventes em doses cavalares é sinônimo de tratamento acústico da sala. Ora, nada mais errado do que isso. O segredo consiste em dosar absorção com reflexão em proporções tais que tenhamos o RT ideal, ou algo próximo dele, para todas as freqüências.

Uma das coisas menos entendidas sobre o RT é que ele deve ser aproximadamente o mesmo para todas as freqüências do espectro. Se preferirem, para graves, médios e agudos. Outra coisa pouco entendida sobre ele é que a maioria dos materiais não absorve igualmente por todo o espectro. Quase todos eles absorvem bem médios e agudos. Mas absorver os graves é outra conversa. Sempre mais difícil.

Em virtude disso, usar materiais que o bom senso determina para uma sala convencional, e que artigos técnicos de revistas e livros com base científica duvidosa recomendam exclusivamente, como móveis muito estofados, carpetes pesados e cortinas espessas, é condenar o pobre do usuário a ter que se contentar com uma sala acertada em médias freqüências, extra absorvente nas altas, com pouca ou nenhuma absorção nas baixas. Resultado: tempos de reverberação extraordinariamente longos nos graves, adequados nos médios, e muito curtos nos agudos.

Tal padrão de referência em áudio, tido por muitos desavisados como "um espetáculo", é na verdade algo do que devemos fugir correndo, e evitar a todo custo. Porque o efeito funesto de médio e longo prazos advém de nos ?acostumarmos? a algo que, acreditando ser o máximo, é uma referência muito ruim.

A solução para o mal também é chamar o especialista. Mas, na maioria das vezes, o remédio é incrivelmente simples. Geralmente se restabelece o equilíbrio tonal da sala com o uso de absorventes de baixas freqüências. Infelizmente, estes não são encontrados facilmente no mercado. Pois não são materiais como espumas, estofados, almofadados e outros quetais. Mas painéis de diversos tipos, que podem ser construídos sem dificuldades, e geralmente com quaisquer acabamentos ou visuais desejados.

A outra vertente, que é o controle das estacionárias, requer que saibamos antes o que são ondas estacionárias. São determinadas freqüências que apresentam o hábito teimoso de permanecer na sala com intensidade muito maior ou menor do que seria de se esperar. O que ocorre porque são freqüências que entram em ressonância com as dimensões da sala. Por isso, podem ser calculadas. Basta que dividamos a velocidade do som (considere-a 344 metros por segundo) por duas vezes a dimensão da sala, em metros. O resultado será a freqüência da estacionária, em Hertz. Para uma sala retangular, há três dimensões a considerar: comprimento, largura e altura.

Cada uma dessas estacionárias apresenta o que se chama de pontos de máxima e pontos de mínima. São reforços e atenuações de natureza acústica, que fazem a resposta de freqüência acústica das salas variar em cerca de ? 20,0 decibéis. Meros 40 decibéis!

Acrescente-se a isso que as harmônicas (estas mesmas freqüências multiplicadas por 2, por 3, por 4, etc.) dessas estacionárias apresentam comportamento idêntico. E agora o pior, esses incontáveis pontos de máxima e de mínima, e uma infinidade de outros, com atenuações e reforços menos intensos, se espalham pelas salas de modo absolutamente imprevisível, com padrões diferentes de uma para outra freqüência. Tornando as respostas de freqüência de natureza acústica de nossas salas tudo o que se queira, menos respostas planas.

Quer fazer uma experiência prática para sentir o drama ? Adquira um CD de teste. Você os encontra a partir de R$ 30,00. Reproduza em sua sala, e com seu equipamento, uma freqüência como, digamos, 100 Hz. Não se preocupe ainda com coisas vibrando, como portas, janelas e bibelôs. Apenas ande pela sala, e ouça como a intensidade do som ora parece ensurdecedora, ora nem aparece. Como se o equipamento estivesse desligado.

Repita para outras freqüências baixas, até 300 Hz. E constate a mesma coisa, com padrões que variam como um caleidoscópio, de acordo com a freqüência reproduzida e o local onde você está.

Então pergunto, de que adianta investir milhares ou dezenas de milhares de reais em equipamentos para se ter respostas de freqüência elétricas de 20 Hz a 20 kHz ? 0,2 decibéis? Resposta: de nada. Pois não ouvimos respostas elétricas, mas acústicas. Então, agora aqueles meros 40 decibéis entram em cena a todo pano. Para um ouvido treinado, ou para quem faz a experiência acima, a acústica já não deve parecer algo tão invisível quanto disse no início.

Mas esperem, a coisa não é de desesperar. Afinal, não há males sem cura. E isso se aplica às ondas estacionárias. Há vários modos de controlá-las. O mais simples é quebrar o paralelismo existente entre as paredes. Norte-sul, leste-oeste, e piso-forro. Incline-as, aplique-lhes painéis inclinados, superfícies anguladas e por aí vai. Use a imaginação e vá ao infinito.

Outra alternativa é usar difusores acústicos convencionais, como painéis policilíndricos (não se impressione com nome, são apenas superfícies curvadas), e outros difusores de reflexão especular (como num espelho), a exemplo de calotas, difusores geométricos dos mais variados e pirâmides invertidas no forro, ou deitadas nas paredes. Não use nada côncavo, prefira as vantagens do convexo.

Uma forma mais "hi- tech" de atacar o problema é utilizar difusores não especulares de uma ou de duas dimensões, a exemplo dos QRD (Quadratic Residue Diffusor) e dos PRD (Primitive Root Diffusor), além muitos outros do mesmo gênero.

A tempo, o que se mostrar vibrando na sala deve ser fixado rapidinho ou extirpado de vez. Afinal, você não quer isso como parte de sua música, quer ?

Como sou consultor de áudio e de acústica, me vejo na difícil situação de ter que advogar em causa própria. Não na minha, mas na dos consultores de modo geral. Mas acima de tudo devo sinceridade a todos vocês, leitores. Como não tenho dúvidas, devo dizer que se você está convencido de que a acústica é importante porque pode realmente ajudá-lo a obter uma performance sônica superior, com investimentos relativamente módicos, procure um especialista. Certamente valerá a pena. E o termo "pena" utilizado aqui é apenas força de expressão. O correto mesmo é usar o termo "curtição".

Creio que já é tempo de fazermos o que se faz há décadas no primeiro mundo. Gaste o que quiser, ou que puder, com equipamentos. Mas não se esqueça de reservar uma parte pequena para a acústica, porque o resultado depende tanto dela quanto dos equipamentos. E se você não é um expert, use os serviços de um profissional, como faz quando consulta o dentista, o contador, o encanador, o médico, e com tantos outros.



* Luiz Fernando Cysne é engenheiro e diretor da empresa Digital, especializada em sonorização e sistemas de áudio.