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quinta-feira, 16 de junho de 2011

 A NOVA GERAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS
por Ricardo Marques

 
Eles estão mais imponentes, potentes, recheados de recursos, com boa diversidade de marcas, modelos, tamanhos e o principal: melhoram o seu desempenho a cada geração. Estou falando dos sistemas integrados, ou home theater in-a-box (HTB), que ficam cada vez mais atraentes para os consumidores. A evolução é constante e se antigamente a beleza estava em primeiro lugar, hoje ela é apenas mais um diferencial desse tipo de solução.
A LG, por exemplo, começa a vender no Brasil o seu novo sistema de home theater, o HX996TS, que recebeu na última edição da CES, a mais importante feira de tecnologia do mundo, a menção Innovations Honoree Awards, pela inovação no seu sistema de propagação de som. Isso porque a empresa criou o que classifica ser o primeiro sistema integrado capaz de proporcionar som em três dimensões e em 360º. Para conseguir esse efeito, além dos alto-falantes tradicionais presentes nas caixas acústicas deste in-a-box, a empresa incluiu na parte de cima de quatro delas (duas frontais e duas surround) mais um pequeno falante, voltado para o teto e que preenche toda parte acima da cabeça do ouvinte/espectador com áudio, criando a ilusão de que ele está bem no meio de uma cena num filme.
Embora nova em sistemas integrados, tradicionais fabricantes de caixas acústicas já adotam essa solução em seus produtos. A primeira a propiciar o chamado áudio em 360º foi a canadense Mirage, quando em 2002 incluiu o módulo Omnipolar em suas caixas acústicas bookshelf e satélites, para aumentar a sensação de imersão e palco sonoro, valendo-se de algumas reflexões do som na sala de home theater.

O novo HTB da LG é do tipo 7.2, ou seja, conta com 2 subwoofers para reproduzir com mais impacto os graves, e duas caixas traseiras adicionais, para uma melhor sensação de envolvimento de todos, já que com 1280W de potência total, ele foi concebido para grandes salas. Além disso, ele traz outros avanços como a reprodução de discos Blu-ray 3D, de conteúdos armazenados em outros dispositivos sem a necessidade de cabo e acesso à internet.
Quem também promete uma sensação parecida é a Philips, como o seu system HTS-9520, com 800W de potência total e preço sugerido de R$ 3.799. Ao contrário do modelo da LG, a Philips aposta em caixas satélites, mas promete conseguir o mesmo efeito de 360º ao incluir três drivers em cada uma das caixas: um frontal e dois em cada uma das laterais, num processo que usa o princípio das caixas acústicas bipolares, além de uma tecnologia criada pela própria Philips para aprimorar o efeito de som envolvente. Ele também conta com player 3D e recursos como internet e DLNA.
BLU-RAY PLAYER 3D
A nova onda para os sistemas de home theater in-a-box parece ser mesmo a presença de um player compatível com os discos de Blu-ray 3D. Todo grande fabricante tem em linha pelo menos dois sistemas aptos a reproduzir esse tipo de conteúdo. A Samsung tem o HT-C9950W (preço de lançamento: R$ 5.999) com essa característica, que se destaca pelo acabamento todo feito em alumínio escovado, muito parecido com o que a empresa adota em sua linha de TVs mais sofisticadas, da série 9000.
Com 7.1 canais e 1400W de potência total, ele tem quatro caixas em formato slim (Tall Boy), e permite a instalação de todo o conjunto diretamente na parede (com exceção do subwoofer) para deixar a sala mais harmoniosa. As caixas surround traseiras têm a facilidade de não necessitarem de fios ligados ao receiver, já que possuem comunicação wireless. Além disso, o modelo já vem com um dongle, pequeno adaptador para acesso a internet por meio de uma rede Wi-Fi. Com duas entradas e uma saída HDMI, tem também uma porta USB, para reprodução de arquivos nos formatos DIVX, MP3, WMA, WMV, JPEG e MKV, muito popular entre os usuários de internet.
Quem pensa que as soluções mais avançadas ficam limitadas aos grandes sistemas, com até 7 caixas acústicas mais subwoofer, está enganado. A Sony inova ao oferecer um produto para pequenos espaços, o BDV-F500 (R$ 1.999) com 2.1 canais de áudio, mas com capacidade de reproduzir discos Blu-ray 3D, simulador surround, acesso à internet, entrada USB frontal para reprodução de fotos, vídeos e músicas por meio de um pen drive, ou até mesmo através de iPod ou iPhone, da Apple. Claro que essa solução é mais apropriada para salas de até 10m2, e a os efeitos de envolvimento sonoro são conseguidos por meio de uma simulação que, se não substitui as caixas traseiras, também vêm evoluindo a cada geração.
Dos grandes fabricantes, a Panasonic é a única que ainda não oferece uma solução de home theater com Blu-ray 3D. Mas isso não torna o seu modelo menos especial, já que o SC-BT735PH (R$ 3.000) também é repleto de recursos interessantes, como o dock para iPod ou iPhone, entrada para cartão de memória, compatibilidade com arquivos de alta definição (AVCHD até 1080p) gravados pelas modernas filmadoras digitais e Viera Cast, que permite acessar o conteúdo dos parceiros Youtube, Picasa, Weather Channel e Bloomberg.
OUTRAS BOAS OPÇÕES
Eles são mais conhecidos pela qualidade dos seus receivers, amplificadores e Blu-ray players, do que pelas soluções prontas que oferecem. Mas elas existem, são de ótima qualidade e ainda levam vantagem por não economizarem no número de conectores presentes, além de facilitar futuros upgrades. Tradicionais no segmento de home theater, empresas como Onkyo, Denon, Yamaha e Bose também tem seus systems compactos à venda por aqui. A diferença aqui é que todos trazem apenas o receiver e as caixas acústicas, podendo o usuário integrar um player Blu-ray que já possua ao sistema.
O DHT-391XP, da Denon, tem como grande diferencial o fato de já ser compatível com os sinais 3D. O receiver conta com amplificação de 110W em cada um dos seus cinco canais (5.1), quatro entradas e uma saída HDMI (1.4, compatível com os sinais 3D). No painel frontal há uma entrada para fones de ouvido (3.5mm), que pode ser usada para conectar equipamentos portáteis. Além do receiver, o sistema inclui cinco caixas acústicas, sendo duas frontais de perfil slim, para ficar próximas aos displays, duas caixas surround compactas, mais a caixa central. O subwoofer tem 100W de potência e é ativo: não rouba potência das demais caixas do sistema sempre que solicitado.
Já a Onkyo HT-S5300 é um sistema diferenciado não só pela compatibilidade com os filmes em 3D, ou pela presença de duas caixas traseiras adicionais (7.1 canais, com 130W por canal). O que o torna especial é a presença do recurso multiroom, que permite que o usuário leve o áudio para outro ambiente da casa, distante do home theater. Você pode assistir a um filme na sala de cinema e uma outra pessoa acessar as músicas do iPod (ele traz um dock exclusivo para o acessório) ao mesmo tempo, para escutá-las num segundo ambiente. Ele ainda vem com um subwoofer ativo com 290W de potência, além de um controle remoto universal para operar diferentes aparelhos.
A Yamaha, depois de ficar um tempo fora do mercado brasileiro, voltou a atuar no País no final do ano passado e está comercializando o system YHT-294, formado por receiver, cinco caixas e um subwoofer. Ele também já é compatível com os sinais 3D, tem quatro entradas HDMI (1.4), 105W de potência por canal e um subwoofer ativo com 50W de potência.
Quem também renovou sua linha no final do ano passado foi a Bose, com o Lifestyle V-35, conjunto compacto que reúne receiver, cinco caixas microsatélites e um subwoofer, chamado pela empresa de módulo de graves Acoustimass. O receiver oferece autocalibragem, três entradas HDMI com opção de upconversion para simular imagens 1080p, além de dock para iPod/iPhone, cujo acesso às músicas pode ser feito a partir do controle remoto universal (IR e RF) do Lifestyle.
DLNA e acesso à internet
Os sistema avançados possibilitam acessar à internet por meio de uma rede cabeada, isso porque eles trazem uma entrada Ethernet, além das conexões de áudio e vídeo tradicionais, ou até mesmo valendo-se de uma rede sem fios (em alguns casos, é necessário solicitar um adaptador junto aos fabricantes).
A navegação na internet não é feita de forma livre, pois eles não possuem um browser que possibilite a digitação de um endereço. Os consumidores podem acessar os sites dos parceiros de conteúdos dos fabricantes, que disponibilizam notícias, vídeo e fotos; ou ainda acessar grandes portais como o Youtube, Picasa ou Facebook.
O recurso DLNA também está presente nestes modelos mais sofisticados e a vantagem, nesse caso, está na eliminação dos cabos para a transferência de arquivos, que podem ser fotos, vídeos ou até músicas, de diferentes dispositivos para o home theater. No entanto, os dois aparelhos precisam ser compatíveis com esse protocolo de comunicação. Atualmente temos um bom número de notebooks, TVs e celulares com DLNA, além de algumas câmeras digitais e videogame compatíveis.
PRINCIPAIS AVANÇOS
Potência – se antigamente eles eram indicados para pequenos espaços, hoje boa parte dos sistemas possuem potência suficiente para serem usados em salas com até 30m2.
Recursos - Bluetooth, DLNA, acesso à internet com ou sem fios, entrada USB, dock para iPod e até cartão de memória já não estão restrito aos produtos mais sofisticados, chegando aos modelos intermediários das empresas.
Wi-Fi – a ausência de fios para a ligação das caixas traseiras ao módulo principal é outra característica que vem sendo bastante utilizada, facilitando a instalação e contribuindo para a decoração das salas.
Processadores – os atuais sistemas com Blu-ray player já contam com os novos processadores de alta definição Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio.
Calibragem automática – os mais sofisticados já trazem o recurso de calibragem automática, que faz uma medição das características acústicas da sala e configura o sistema para um melhor desempenho.
Design – continua sendo o principal apelo desses sistemas, que agora estão mais finos, modernos e com acabamento caprichado.

TESTE DE CABOS HDMI

Por Vinicius Barbosa Lima

Para tirar finalmente a dúvida se cabos HDMI são todos iguais, tivemos acesso a 9 modelos exaustivamente avaliados em diferentes situações. Foram 4 meses de testes (de Novembro de 2008 a Março de 2009), e o resultado desse trabalho você vê a seguir. Boa diversão!
OS CRITÉRIOS DO TESTE
Cada fabricante pôde enviar no máximo 1 cabo para teste, sempre na versão HDMI 1.3, sendo esse, no mínimo, de nível médio e com comprimento entre 1,5 e 3,0m. A adoção da curta metragem se deu pelo fato da maioria absoluta dos consumidores não utilizarem cabos HDMI maiores que 3m para conectarem o player ao display de plasma ou LCD.
Sabemos que usuários de projetores utilizam metragens bem maiores, às vezes na casa dos 20m, e por tal motivo não está descartada a hipótese de no futuro repetirmos o teste com cabos maiores, trabalho cuja logística é bastante complexa, demandando infraestrutura específica e longo tempo de preparação.
Todos os cabos foram avaliados nas resoluções 480p, 720p e 1080i e 1080p, com áudio 5.1 canais nos codecs DD, DTS, Dolby True HD e DTS-HD MA, utilizando variada combinação de equipamentos e títulos (veja listagem ao final do texto).
Muitos leitores nos perguntam como identificar um cabo HDMI versão 1.3? Infelizmente, se o próprio fabricante não informar na embalagem ou no corpo do cabo, não há como saber, pois não existem diferenças visuais entre as versões.
Por outro lado, a HDMI 1.3 estabeleceu novos padrões de desempenho para interface, elevando muito a banda passante e o bitrate máximo, o que levou ao uso de matérias primas nobres (cobre com alto teor de pureza e prata, por exemplo), blindagem mais eficiente, e ao aumento na bitola dos condutores dos pares trançados.
Assim, e ainda que não seja uma regra, a verdade é que visualmente cabos HDMI 1.3 são geralmente mais grossos que seus antecessores, devido à maior blindagem e bitola dos condutores internos, sendo esse um indicativo na hora de diferenciar os produtos. Por tal motivo, e fazendo uso de instrumentação digital de alta precisão, efetuamos 3 medições ao longo de cada um dos cabos, a fim de mensurar as diferenças.
Atenção também demos aos conectores, vez que são vários relatos de pessoas que enfrentam dificuldade no engate da conexão. Em nosso teste notamos boa diferença na pegada dos cabos, alguns engatando nos equipamentos com grande facilidade, enquanto que outros exigiam um pouco mais de força e jeito.
O padrão HDMI determina que o conector do tipo A (o mais conhecido por nós) possua as dimensões de 13,90mm X 4,45mm. A questão é que até o dia 24/03/09, havia nada menos do que 111 fabricantes de conectores licenciados pelo HDMI Group, com um total de 560 modelos homologados. Soma-se a isso o desvio padrão ocorrido em qualquer processo industrial de larga escala, é natural a ocorrência de pequenas diferenças entre as peças que saem das varias linhas de produção. Em nosso teste aferimos existirem diferenças centesimais entre os conectores dos cabos avaliados, o que na pratica foi traduzido por uma conexão mais ou menos firme.
Para que a avaliação fosse ainda mais completa, o ideal seria ter acesso a todas as especificações e parâmetros elétricos dos cabos (resistência, capacitância, indutância, atenuação, etc), informações compreensivelmente mantidas a sete chaves pelos fabricantes. Exceção cabe à sueca Supra, que disponibiliza tal conteúdo em seu site na Internet.
Por outro lado, recorrer a laboratórios especializados para obter isso estava fora de cogitação, pois além de ser um processo de custo elevado e demorado, fatalmente levaria à destruição do cabo. Além do mais, todos os 7 Authorized Testing Centers (ATC) autorizados pelo HDMI Group estão no exterior, em países como EUA, China (2), França, Índia e Japão (2). Assim, a idéia era mensurar aquilo que o consumidor poderia de fato aferir em casa, e não dados de bancadas laboratoriais.
*Publicado originalmente na revista HOME THEATER & CASA DIGITAL
OS CABOS AVALIADOS

Características principais*: Conectores banhados a ouro 24k, cobre livre de oxigênio (Oxygen-Free High Conductivity - OFHC) com 99,99% de pureza, 5 camadas de blindagem, revestimento de alta resistência.
Apresentação: Blister plástica
Metragem informada: 1,2m
Metragem real: 1,24m
Bitola total externa: 8,52mm
Dimensões dos conectores: 13,93mm X 4,43mm
WEB: www.belkin.com/cables/ e www.disac.com.br
COMENTÁRIO: Único cabo enviado com metragem abaixo do solicitado (1,20m), o Belkin Pure AV é feliz na combinação de conectores em material injetado na cor cinza e cabo revestido em sleeve branco.Nas resoluções mais baixas (480p e 720p) se manteve no padrão, algo esperado para um produto desse nível. Em 1080i/p apresentou imagem levemente mais “soft” e clara, como se o controle de nitidez do display estivesse reduzido, e o de brilho com alguns pontos a mais. Exemplo disso pôde ser notado no capítulo 4 de “Patton – Rebelde ou Herói?”, onde as cores e detalhes das fardas dos soldados marroquinos ficaram ligeiramente suavizados.O desempenho semelhante foi repetido também no áudio, como em “Tie Your Mother Down” do Queen, quando a voz de Freddie Mercury e a guitarra de Brian May se mostraram um pouco menos de energia que o normal.

Características principais*: Condutores em cobre OFC e bitola de 24AWG, 340 MHz cat.2, conectores metálicos com acabamento Ônix e pontas banhadas a ouro.
Apresentação: Blister plástica.
Metragem informada: 1,5m
Metragem real: 1,51m
Bitola total externa: 6,17mm
Dimensões dos conectores:13,92mm X 4,42mm
WEB: www.cabosgolden.com.br
COMENTÁRIO: “Kevel Tov” é o nome dado à linha mais sofisticada do fabricante nacional Cabos Golden. O cabo em questão, fabricado pela Copartner, traz conectores de excelente qualidade, de construção totalmente metálica e com reluzente acabamento na cor ônix.Na reprodução de imagens o Golden confirmou as expectativas, apresentando contornos bem definidos, cores vivas e boa sensação de profundidade, provavelmente fruto do cuidado extra dedicado aos conectores, favorecendo a blindagem e contato elétrico entre os aparelhos.Na reprodução de áudio sentimos uma certa carência de extensão nas altas freqüências, com queda de 2dB em relação ao nível referencial de pressão sonora.
Características principais*: Condutores em cobre OFHC com revestimento em prata 2,5%, pares trançados com 26AWG, dupla blindagem (trança + fita), conectores banhados a ouro 24k 1,1 mícron, revestimento em malha sleeve de nylon.
Apresentação: Blister plástica.
Metragem informada: 2,0m
Metragem real: 2,01m
Bitola total externa: 9,95mm
Dimensões dos conectores: 13,95mm X 4,50mm
WEB: www.absoluteacoustics.com.br
COMENTÁRIO: Topo de linha da nacional Absolute Acustics, HD Wave 500 está belo acabamento, com conectores injetados e revestimento em sleeve preto.Percebemos imagens ligeiramente “soft” em algumas cenas Cassino Royale, sensação não repetida com outros discos, independente da resolução empregada. Exemplo ocorreu no capítulo 4 de Patton, onde o HDW 500 Silver conferiu especial dimensão ao colorido e profundidade das imagens.No áudio, o uso da prata foi evidenciado nas freqüências médias e altas, com excelente reprodução de micro detalhes, facilitando o correto acompanhamento das nuances musicais.Foi ainda responsável por boa parte dos riscos deixados no painel traseiro do receiver A/V, fruto da forte pegada do conector, característica muito apreciada em cabos de elevado padrão.

Características principais*: Condutores e conectores com 2,5% de prata, sistema redutor de ruídos e interferências, geometria especial para estabilização do sinal, revestimento em malha têxtil de polietileno.
Apresentação: Caixa
Metragem informada: 3,0m
Metragem real: 3,06m
Bitola total externa: 8,47mm
Dimensões dos conectores: 13,96mm X 4,47mm
WEB: http://www.audioquest.com e www.sommaior.com.br
COMENTÁRIO: De apresentação visual irrepreensível, o HDMI-1 é o segundo na hierarquia Audioquest. É também o único dentre os avaliados a trazer no corpo balloons inibidores de interferências eletromagnéticas (EMI/RFI).Correto em todas as avaliações de vídeo, chamou à atenção pela nitidez das imagens e firmeza no engate dos conectores, algo sempre a enriquecer o contato elétrico entre cabo e equipamento.Em áudio o HDMI-1 mostrou grande fidelidade em toda gama de freqüências, trabalhando com desenvoltura conteúdos diversos, fosse o vigoroso rock do Queen, ou a 5ª Sinfonia de Beethoven sob a regência do mestre Leopold Stokowski.Está disponível também versão com acabamento Standard, para uso em infraestrutura embutida.

Características*: Condutores em cobre OFC de 23AWG, baixa capacitância e elevada velocidade de transmissão, dupla blindagem, conectores banhados a ouro 0,8 mícron, faixa de freqüência até 600 MHz.
Apresentação: Blister Plástica
Metragem informada: 3,0m
Metragem real: 3,05m
Bitola total externa: 10,07mm
Dimensões dos conectores: 13,92mm X 4,53mm
WEB: http://www.jenving.se/hf100.htm e www.tecsul.com.br
COMENTÁRIO: O Supra HF100 possui acabamento simples, porém de bom gosto, com conectores cinza e revestimento plástico na cor “Ice Blue”. Chama a atenção pela avantajada espessura; nada menos que 10,07mm, o que faz dele um dos mais parrudos HDMI do mercado.Passou com tranqüilidade em todas as avaliações de vídeo, oferecendo excelente qualidade de imagem, com grande sensação de profundidade, contornos bem delineados e cores bem dosadas. No capítulo 01 da divertida animação “Carros”, por exemplo, por vezes deu-nos a sensação de estarmos assistindo a uma exibição 3D!A mesma performance foi repetida nas avaliações de áudio, quando demonstrou grande equilíbrio tonal, sem comprometimento na reprodução dos extremos. Tocou o tempo todo 1dB acima de nosso padrão, o que faz dele nossa nova referencia.

Características*: Advanced High Speed para taxas de até 6,68 Gbit/s, tripla blindagem, conectores banhados a ouro 24k, isolador dielétrico de gás nitrogênio, revestimento em plástico Duraflex
Apresentação: Blister Plástica
Metragem informada: 2,0m
Metragem real: 2,03m
Bitola total externa: 7,77mm
Dimensões dos conectores: 13,96mm X 4,49mm
WEB: www.monstercable.com e www.suonare.com.br
COMENTÁRIO: Número 2 na hierarquia HDMI da Monster Cable, o 800HD foi o único acompanhado na embalagem por um pequeno livreto explicativo sobre a tecnologia HDMI e o conceito “The Need For Speed”, utilizado para classificar os cabos da marca conforme a banda passante e máximo bitrate.A pegada mais “light” no engate dos conectores facilitou a intensa troca de cabos, ao mesmo tempo em que não comprometeu o desempenho na reprodução de imagem, situação em que o 800Hd comprovou o desempenho esperado.Em áudio apresentou os graves mais poderosos do teste, fazendo a sala literalmente tremer em várias passagens de “Falcão Negro em Perigo”, em ponto de ensejar uma providencial intervenção no nível do subwoofer. Dentre todos, foi o que mais nos deu a sensação do verdadeiro “som de cinema”.

Características*:Condutores com 20,5AWG de cobre puro OFC, com tratamento de superfície com prata 99,99% de pureza, dupla blindagem, dielétrico flexível de gás nitrogênio com polietileno líquido, revestimento em malha Techflex .
Apresentação: Blister Plástica
Metragem informada: 1,80m
Metragem real: 1,83m
Bitola total externa: 9,63mm
Dimensões dos conectores: 13,97mm X 4,47mm
WEB: www.logicalcables.com.br
COMENTÁRIO: Produzido pelo fabricante carioca Logical Cables, o Blue Diamond justifica o nome pelo bonito revestimento em malha na cor azul cobalto. Apresenta também razoável maleabilidade, coisa rara em cabos de grande bitola.Comportou-se muito bem em todas as situações, entregando imagens bastante nítidas e de coloração bem saturada, independente da fonte ou resolução empregada. Como exemplo podemos citar as estripulias do agente James Bond nos capítulos 1 e 4 de Cassino Royale, quando foi possível aproveitar corretamente as características dos displays utilizadosNa reprodução musical posicionou-se ao lado dos melhores, com graves bem controlados e alto rendimento nas médias e altas freqüências.

Características*: Condutores com 28AWG de cobre OFC, tripla blindagem, suporte aos novos recursos de Deep Color e xvYCC.
Apresentação: Blister plástica
Metragem informada: 3,0m
Metragem real: 3,03m
Bitola total externa: 6,39
Dimensões dos conectores: 13,92mm X 4,47mm
WEB: www.discabos.com.br
COMENTÁRIO: Já havíamos antes travado contato com o HDMI Bravo 1.3 d nacional Discabos, que se mostrara um excelente produto sob todos os aspectos, e por tal motivo serviu como referencial a nortear a avaliação de todos os demais.Trata-se de um cabo bastante maleável e que emprega um chamativo revestimento em malha na cor prata e detalhes em vermelho.Sem surpresas ao longo da avaliação, as imagens foram reproduzidas com riqueza de detalhes e tonalidades realistas (acreditem, há cabos que tratam todas as imagens como se fossem de videogames), ao passo que na reprodução musical manteve-se sempre junto aos melhores, com destaque para as baixas freqüências, reproduzidas com bastante peso.Logo após o encerramento dos testes chegou ao mercado nova versão do produto, trazendo bitola mais larga e modificações nos conectores.


Características*: Nenhuma informada
Apresentação: Nenhuma, comercializado sem embalagem
Metragem informada: 2,0m
Metragem real: 1,85m
Bitola total externa: 5,62mm
Dimensões dos conectores: 13,93mm X 4,47mm
WEB: www.copartner.com.tw
COMENTÁRIO: A taiwanesa Copartner é uma das maiores (em volume) fabricantes de cabos HDMI da atualidade, também conhecida por fabricar sob encomenda cabos para várias outras empresas.O modelo testado, identificado apenas como Copartner HDMI 1.3 foi adquirido propositalmente em uma tradicional rua de comércio eletrônico na região central de São Paulo. É comercializado sem embalagem e sem quaisquer informações acerca das características técnicas e procedência do produto.De acabamento espartano, nos foi vendido como possuindo comprimento de 2m e conectores banhados a ouro, porém na medição mostrou possuir apenas 1,85m, sendo que foi também o único que apresentou sinais de oxidação nos conectores ao final dos 4 meses de testes.Em imagem correspondeu satisfatoriamente na resolução 480p, comprovando a tese de que para conteúdo DVD com ou sem upscale, qualquer cabo HDMI dá conta. Já em 1080i/p deixou a desejar. Exemplo foi no capítulo 4 de Cassino Royale, quando a cena pareceu sensivelmente mais escura e embaçada, como se houvesse uma fina película posicionada em frente ao display. Sensação incômoda também ocorreu nas avaliações de áudio, com pouco controle nos graves e transbordamento nos agudos. Nas medições, tocou 2dB abaixo de nosso nível de referência.
*Informações constantes nas respectivas embalagens dos produtos e/ou sites dos fabricantes na Internet.
HDMI PARA LONGAS DISTÂNCIAS
Desde que surgiu em 2002, a interface HDMI tem sido motivo de constantes dores de cabeça aos seus usuários, de consumidores finais a instaladores e projetistas.
Fora os constantes problemas de compatibilidade e handsacking, que infelizmente a versão 1.3 não conseguiu resolver, sempre foi um inconveniente trabalhar cabos HDMI em longas distâncias, sendo que os melhores atualmente disponíveis, em pouco ultrapassam os 20m. E quando chegava a hora de passar o dito pelo conduíte na parede, quase sempre era sufoco e estresse devido ao formato e tamanho dos conectores.
Recentemente surgiu uma interessante solução para o caso, baseada no uso de cabos UTP categoria 5 (os tradicionais cabos de rede) para a condução dos sinais de som e imagem.
Denominado “HDMI Over CAT5”, a solução já é oferecida no Brasil pelas empresas Discabos e Cabos Golden, e consiste em enviar o sinal HDMI a longas distâncias, porém fazendo uso de cabos CAT5. Explicando melhor, o sistema é composto de duas unidades responsáveis pela conversão da interface HDMI em RJ45 (a chamada conexão de rede). A primeira unidade (transmissora) fica próxima à fonte de sinal, geralmente um computador, player DVD ou Blu-ray. A conexão entre esses e o transmissor é efetuada com um cabo HDMI pequeno, não superior a 2m. Daí o sinal segue por dois cabos CAT5 (máximo de 70m) até a unidade receptora que já está posicionada próxima ao destinado do sinal. Lá é novamente convertido para HDMI e conectado ao display ou projetor.
Segundo Cristiano Mazza, CEO da Discabos, a facilidade proporcionada na instalação é um dos maiores apelos do produto. “Acredite se quiser, mas a maioria dos clientes compra o HDMI/CAT5 para utilizar em metragens pequenas, abaixo de 10m., pois sendo mais fácil passar 2 Cat5 do que um HDMI, elimina-se a necessidade de quebrar paredes apenas para instalação de conduítes maiores”,
Já Cláudio Cáceres da Cabos Golden alerta para a procedência do equipamento. “Há produtos que apresentam grande índice de rejeição por apresentarem muitos problemas de compatibilidade e handshacking. Nós mesmos já nos deparamos com isso, e foram necessários muitos testes e trabalho até decidirmos pelo produto a ser colocado no mercado”, conclui ele.


Como escolher (bem) um TV de led

14/06/2011, por Orlando Barrozo
Mesmo que você não faça questão de um TV ultrafino (há quem diga que isso é bobagem), o fato é que a tecnologia de leds (diodos emissores de luz, na sigla em inglês) é uma revolução. Esses TVs estão cada vez mais presentes nas lojas e, portanto, tendem a ocupar mais e mais casas pelo mundo afora. Oferecem uma série de vantagens sobre seus antecessores, os LCDs que utilizam lâmpadas. E estão sendo aprimorados a cada nova linha que sai das fábricas.
Existem dois tipos de TVs LCD - os convencionais usam backlight de lâmpadas fluorescentes (CCFL), semelhantes às que a maioria das pessoas tem em casa; os chamados "TVs de LED" são também LCDs, só que seu backlight utiliza leds. São pequenos dispositivos elétricos que emitem luz muito mais intensa e duram bem mais que as lâmpadas.
Além de seu custo ser mais baixo (um único led fornece luz equivalente à de várias lâmpadas), esses televisores duram mais e são menos agressivos à natureza. Com isso, os preços estão caindo no mundo inteiro - inclusive no Brasil. Os primeiros TVs desse tipo saíram em maio de 2009 custando em torno de R$ 7.000 (modelos de 40"); hoje, um aparelho equivalente pode ser adquirido até um terço desse valor.
E a performance dos modelos lançados nos últimos meses está entre as melhores do mundo! Não é exagero: devido à situação da economia mundial, os produtos estão chegando ao Brasil quase que simultaneamente ao lançamento nos EUA e na Europa. Ou seja, os TVs que você encontra hoje nas principais lojas brasileiras são - com raras exceções - os mesmos que um americano ou alemão irá encontrar por lá.
FIQUE DE OLHO
Taxa de contraste – Os TVs com taxa mais alta são os que reproduzem melhor as cenas escuras dos filmes, permitindo enxergar até pequenos detalhes (observe, por exemplo, os cabelos dos atores). Os leds propiciaram grande avanço nesse item, que sempre foi o ponto fraco dos LCDs. Os modelos atuais têm ótimos níveis de branco e preto, além de reproduzir todas as gradações de cinza. Esqueça as taxas de contraste mencionadas pelos fabricantes, pois não há uma padronização. Mais importante é você mesmo observar o TV de perto. Pegue um filme como Batman - O Cavaleiro das Trevas, que é muito escuro, e veja se consegue identificar bem os detalhes. Essa é uma boa prova.
Cores – Imagens naturais, nem lavadas nem excessivamente brilhantes: é isso que se espera de um bom TV. Os LED-LCDs top de linha conseguem a medida certa. Cores fortes - vermelho, amarelo, azul - parecem reais e não cansam os olhos. Além disso, seus processadores conseguem captar uma gama bem maior de tonalidades, o que é fundamental na transição das cenas.
Taxa de renovação (refresh rate) – Medida em hertz, é o número que indica quantas vezes o TV é capaz de ler cada quadro da imagem. Essa leitura é feita em altíssima velocidade e, portanto, depende de circuitos internos extremamente precisos. A maioria dos TVs LCD convencionais trabalha com taxa de 60Hz (leitura de 60 vezes por segundo). Mas os LED-LCDs são bem mais avançados: a freqüência pode ser de 120, 240 ou até 480Hz. E acredite: faz enorme diferença, principalmente na comparação entre um TV de 120Hz e outro de 240Hz.
Tempo de resposta (response time) - Uma das deficiências dos TVs LCD convencionais está na reprodução de imagens rápidas, como esportes, corridas, objetos em movimento ou cenas de perseguição dos filmes. Em muitos casos, pode-se ver rastros ou borrões que acompanham esses movimentos (tecnicamente, essa falha é conhecida como blur). Para corrigir o problema, os fabricantes vêm desenvolvendo processadores que conseguem responder mais rapidamente às mudanças nas cenas. Os melhores TVs atingem tempo de resposta de até 1 milisegundo, mas modelos na faixa de 3 a 5ms já apresentam um desempenho excelente nesse item.
Espessura - Os LCDs com backlight de led têm como grande apelo visual a espessura do gabinete: menos de 3cm, contra até 12cm dos demais modelos. Todos vêm com suporte de mesa, em fino acabamento, mas você pode, se quiser, pendurá-los na parede usando o próprio suporte que alguns fabricantes fornecem junto com o TV; ou adquirindo à parte suportes vendidos por empresas especializadas. Um detalhe que nem todo mundo observa é que as telas ultrafinas são muito mais delicadas. Todo manuseio deve ser feito com o máximo cuidado, incluindo a limpeza de pó e/ou gordura que podem se acumular com o tempo.
Brilho - Para tornar seus TVs ainda mais atraentes, alguns fabricantes utilizam vidros brilhantes na fabricação. Isso tem uma vantagem e uma desvantagem. O brilho do display é útil quando se assiste televisão durante o dia, ou quando as luzes ficam acesas. Mas pode ser um incômodo dependendo da posição do TV na sala. Se você optar por um desses modelos, verifique antes que não haverá luz (natural ou artificial) incidindo diretamente sobre a tela, pois os reflexos serão inevitáveis.
Conexões - Os novos TVs LED-LCD estão saindo com uma variedade de conectores que não se encontravam até alguns anos atrás. Isso permite ligar ao mesmo tempo diversas fontes de sinal: player Blu-ray, receptor de TV paga, conversor de TV digital aberta, videogame, computador etc. Mesmo que você não tenha todos esses aparelhos, convém escolher um TV que ofereça essa comodidade para o futuro. O conector mais importante é o HDMI, disponível nas versões 1.3 e 1.4 - esta última é a mais avançada, geralmente encontrada nos TVs 3D. É interessante também que seu TV possua pelo menos uma entrada USB, onde podem ser ligados aparelhos como câmeras, notebooks, pen-drives e HDs externos.
Gravador - Nos últimos meses, os fabricantes começaram a incluir nos TVs top de linha o recurso de gravação, que permite ao usuário fazer seus próprios horários para ver programas de televisão. O TV pode ser programado para gravar com a mesma qualidade da transmissão, inclusive em alta definição. Só que para isso é necessário conectar um dispositivo de armazenamento, geralmente um pen-drive ou um HD externo que tenha memória suficiente para caber tudo que for gravado. Detalhe: para proteger o conteúdo das emissoras contra cópias indevidas, o material é codificado: você só vai poder assisti-lo no mesmo TV em que foi gravado.
Consumo - Esta é uma das principais vantagens da tecnologia de leds: como esses dispositivos luminosos são mais eficientes dos que as lâmpadas comuns, consegue-se maior luminosidade com menos energia. Os novos TVs estão vindo com recursos que ajudam a reduzir mais ainda o consumo. Exemplo: sensores analisam a luz ambiente e regulam o brilho da tela de acordo. Quando a sala está escura, esse brilho diminui automaticamente, e a energia dispendida é menor. Com certeza, essa diferença irá aparecer nas próximas contas de luz.
É quanto consome, em média, um TV LED-LCD de 40".
Esse valor é 55% mais alto num TV LCD comum do mesmo tamanho;
e 111% mais alto num plasma de 42".
OS DOIS TIPOS DE PAINEL LED
Edge-lit - Os leds são montados nas bordas do backlight, e a luz é espalhada sobre os pixels de forma indireta.
Local Dimming - Os leds são montados em blocos distribuídos pela superfície do painel, iluminando diretamente os pixels. Também chamado "Full-LED", ou "Direct LED", é considerado mais eficaz. Os blocos de luz atuam diretamente sobre blocos de pixels, controlados por sensores de alta precisão. Quanto maior o número de blocos (ou segmentos de luz), mais eficiente a iluminação dos pixels. Os TVs atuais desse tipo trabalham com 128 blocos, mas já existem modelos com até 400 segmentos.
Artigo publicado originalmente na revista HOME THEATER & CASA DIGITAL

quinta-feira, 2 de junho de 2011

As dicas da THX para ajuste de home theater 3D 

por John Dahl*

A revolução do 3D já começou e é empolgante, mas também levanta uma série de questões entre os profissionais de equipamentos eletrônicos, a respeito dos ajustes para salas de home theater e da calibragem dos aparelhos. Na THX, estamos trabalhando com nossos parceiros da área de displays - e também com o Consórcio 3D@Home e outras entidades normatizadoras - para educar tanto os profissionais da indústria quanto os consumidores sobre a melhor forma de criar uma experiência 3D de alta qualidade.

Três aspectos principais precisam ser otimizados para se chegar uma experiência agradável em 3D: a qualidade do conteúdo, o display e a sala propriamente dita. Você, que é instalador, não tem muito controle sobre o conteúdo, a menos que esteja pensando em produzir seu próprio filme em 3D. Mas pode influenciar na qualidade do display ou do projetor 3D de seu ciente, além do ajuste correto da sala e da calibragem.


Ao escolher um display, tome como ponto de partida a melhor performance possível com imagens 2D. Depois, verifique se o aparelho tem alta luminosidade. Na reprodução de conteúdos 3D, é importante que o TV ofereça baixo nível de crosstalk (a interferência entre os sinais esquerdo e direito) e seja capaz de sincronizar os óculos de modo confiável - estes devem ter a mesma cor e densidade nas lentes direita e esquerda. Os displays certificados pela THX apresentam todas essas características.


Ao calibrar o display, faça todas as medições usando as lentes do próprio óculos 3D, que um elemento crucial para o desempenho do sistema. Para o posicionamento do display, a THX recomenda um ângulo horizontal entre 36 e 50 graus, em relação à posição central de visualização. Para telas 16:9, caso a distância do sofá seja de 2m70, por exemplo, o tamanho da tela deve ser de 65 a 100 polegadas. Em geral, para assistir a imagens tridimensionais, telas maiores exigem distâncias maiores, para reduzir a fadiga visual.


Seja com TV ou tela de projeção, é interessante manter estreita a área de visualização, evitando que as pessoas sentem-se muito nas laterais da sala. Por que? Toda filmagem em 3D é feita com a câmera de frente para a imagem. Dessa forma, obtém-se melhor visualização também numa posição frontal; posições laterais resultam em imagens menos naturais. Além disso, sabe-se que alguns displays LCD e telas de projeção deterioram significativamente a imagem quando vista de lado.


Outro detalhe importante é a iluminação da sala. As imagens 3D têm apenas 20% a 30% do brilho das convencionais (2D). Deve-se evitar elementos que distraiam a atenção do espectador, como luzes e objetos reflexivos próximo à tela; reflexos de luz incidindo sobre a tela; objetivos muito coloridos e/ou brilhantes; paredes iluminadas e tudo que esteja no campo de visão do usuário. Com menos distrações, é mais fácil "enganar o cérebro" para ser envolvido pela simulação 3D.


Embora seja fácil criar um efeito 3D, recriá-lo no ambiente doméstico não é - a menos que você otimize o rendimento do display e as condições da sala. Observando esses aspectos, você conseguirá produzir o envolvimento e o relaxamento ideais numa boa experiência 3D.


Para saber mais sobre TV 3D, acesse nosso hot site. Para ver testes dos TVs 3D já lançados no Brasil, clique aqui.
COMO PROTEGER (MESMO) SEUS EQUIPAMENTOS
Por: Ricardo Marques

 
Você investiu em um novo televisor e aproveitou para fazer um upgrade no seu sistema de home theater. Só esqueceu de um detalhe importantíssimo: dar a proteção adequada para esses equipamentos. Enquanto nos EUA o consumidor está acostumado a investir na proteção da rede elétrica, no Brasil a realidade ainda é diferente. Os especialistas apontam que o custo de proteção deveria variar entre 5% e 12% do investimento feito no home theater. Assim, um sistema de R$ 10 mil, exigiria um investimento de R$ 500 a R$ 1.200 em proteção elétrica. Obviamente, quanto maior for o investimento no seu sistema maior será o nível de exigência na proteção dele.
Para aqueles que pensam que o maior prejuízo que esse tipo de variação pode causar se restringe a queima dos equipamentos, é bom ressaltar que variações de tensão mais leves vão minando os circuitos internos dos produtos eletrônicos, diminuindo sensivelmente a vida útil deles. “É um erro acreditar que o prejuízo é sempre imediato, muitas vezes a redução no tempo de utilização dos itens eletrônicos acontece diariamente, com problemas na rede quem nem notamos”, diz Gladstone Freire Junior, diretor de engenharia da Savage, fabricante nacional de equipamentos de proteção. A mesma opinião tem Carlos Dalmarco, diretor da distribuidora catarinense Syncrotape, que oferece equipamentos da Panamax e da Monster. “Claro que todo equipamento eletrônico tem uma tolerância a esses pequenos surtos, mas quanto menos ele estiver exposto, maior a garantia de sua durabilidade”, comenta.
DE ONDE VEM O PERIGO?
Todos sabemos que a energia que recebemos é gerada por usinas, em sua grande maioria hidrelétricas, sendo complementadas por nucleares, térmicas e outras usinas menos expressivas como as eólicas e as de biomassa. Hoje, o Brasil conta aproximadamente com 90 mil quilômetros de linhas de transmissão, por esse motivo não é de estranhar que a energia que chega em nossas casas esteja repleta de “impurezas”. Isso ocorre porque ao ser distribuída para as residências, fábricas e comércio, a elevada demanda de carga e a forma que ela é consumida acaba por gerar harmônicos múltiplos da freqüência fundamental (60Hz no Brasil), que causam uma deformação na onda original e acabam por comprometer o desempenho dos equipamentos. Ao recebermos essa energia “impura”, sem um equipamento adequado – o ideal seria o uso de um condicionador de energia – é que percebemos ruídos, chiados e até mesmo interferências na imagem exibida em nossos televisores.
Embora na maioria dos casos o problema venha de fora para dentro, alguns equipamentos que temos em nossa própria residência podem contribuir com esse tipo de situação, devido a má construção da rede interna de energia das residências. É a velha história de ligar um aparelho na cozinha e ele interferir no som da TV que está na sala. Há ainda o caso de residências próximas a estações de rádio, TV ou torres de celulares, que também são responsáveis por alterações na rede elétrica e causam interferências eletromagnéticas e de radiofreqüência. Nesse caso, o uso do condicionador de energia é a melhor solução.
AS OPÇÕES PARA CADA FINALIDADE
O mercado disponibiliza uma boa variedade de produtos para proteger os equipamentos de surtos e sobrecargas ou filtrar as impurezas da rede elétrica. No entanto, esses acessórios estão distribuídos em categorias, cada uma específica para desempenhar um tipo de função. Conhecê-las e entender o seu funcionamento é ideal para não errar na hora da escolha.
Filtros de linha - A mais simples das soluções, se popularizou no segmento de informática. No entanto, vale ressaltar que estamos falando de filtros específicos para equipamentos de áudio e vídeo, com um varistor capaz de oferecer proteção contra pequenos surtos de energia, direcionando essa anomalia da rede para o aterramento (veja detalhes no Box). Observe a capacidade de tomadas que o filtro possui e a potência admissível do equipamento. Normalmente, potência de 1.000W (1KVA) são suficientes para receber os itens de um sistema básico de home theater. Mas fica um alerta: “não adianta proteger todos os equipamentos e deixar o cabo do telefone e a antena RF de fora. Esse é o principal erro de muitos sistemas e onde ocorre o “furo” da bolha de proteção”, explica Dalmarco. Por esse motivo, os modelos apropriados para áudio e vídeo trazem, além das tomadas de energia, entradas para esses outros conectores, por onde também podem chegar descargas elétricas.
Transformador de voltagem - Não é um dispositivo de proteção e por isso não deve ser utilizado com essa finalidade. Ele existe basicamente para reduzir a tensão da rede de 220V para 110V e por isso deve ser usado com algum outro acessório que filtre as impurezas.
Módulo de isolamento - Isola o sistema eletronicamente da rede. Para fazer esse isolamento ele não tem um referencial de neutro, assim cria-se um terra de referência que balanceia as duas fases e cancela os ruídos comuns, também chamados de brancos ou de baixa freqüência. Pode ser uma boa opção para aumentar a proteção dos equipamentos em residências sem aterramento. Essa solução também pode auxiliar na eliminação de ruídos em locais com tensão de 220V bifásico (110+110V).
Estabilizadores de voltagem - Esses aparelhos identificam flutuações lentas de tensão. Atuam pegando uma faixa grande de variação e diminuem para entregar uma flutuação estreita, próxima da ideal, na sua saída. Eles não vêem surtos rápidos de tensão, papel que cabe aos condicionadores, mas seguem a norma da ABNT atuando em ciclos de 16 milisegundos (o que para energia elétrica é muito tempo), característica que permite a esses equipamentos corrigirem variações constantes de tensão, reduzindo ou elevando esses números para valores ideais.
Condicionadores de energia - Aqui, encontramos um produto feito sob medida para sistemas de home theater. Para limpar as interferências eletromagnéticas e de radiofreqüência é colocado um circuito eletrônico na última etapa do condicionador. Esse circuito não tem robustez para absorver os surtos, no entanto é eficiente para capturar o residual que passa pelo primeiro estágio de proteção, que é efetivamente quem pega o grosso das variações bruscas de tensão. Por isso são chamados de circuitos seguidores de senoide, pois atuam como se estivessem desenhando a curvatura da “senoide perfeita”, atuando numa faixa estreita e absorvendo os ruídos da rede. Os mais sofisticados oferecem recursos de automação, o que garante um consumo de energia mais eficiente, já que o consumidor pode solicitar a energização apenas dos itens que estão sendo usados naquele momento.
Por tudo isso é que, em primeiro lugar, o consumidor deve procurar um condicionador de energia para o seu sistema. O estabilizador, por exemplo, seria indicado para casos extremos de variação de tensão, acima de 15%. Ainda assim, a maioria dos equipamentos hoje funciona com fontes chaveadas e possuem bivoltagem automática, adaptando-se automaticamente a pequenas variações de tensão. Uma exceção é o receiver, que não tem fonte chaveada e em geral funciona em 110V. Nesse caso, se ocorrer muita variação de tensão, é fundamental utilizar um estabilizador de energia.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Blu-ray player com preços em queda

Mas que é bom é!
O preço dos aparelhos reprodutores de Blu-Ray caiu novamente. A LG Eletronics anunciou um corte de 25% no preço para o consumidor final no BD350 Blu-ray Disc. O objetivo é tentar aumentar a quota de mercado do aparelho. Segundo previsões da companhia, 60% do mercado de aparelhos de discos óticos em Taiwan será do Blu-Ray, em um prazo de dois anos.

A adoção do Blu-Ray, apesar de ter acelerado nos últimos meses, tem sido muito lenta. A razão principal apontada por especialistas é justamente o seu antecessor: o DVD continua sendo satisfatório para a maioria das pessoas e os preços são muito baixos, tanto da mídia quando do reprodutor. Muitas pessoas não querem se desfazer de suas coleções de DVDs trocando-os por Blu-Ray, por causa do alto preço. O maior problema não seria o preço do hardware e sim o enorme espaço que o DVD ainda ocupa.

Outro duro concorrente do Blu-Ray seriam os novos meios de visualização de vídeos: streaming, pendrives estariam ocupando o espaço que antes era ocupado pelas mídias físicas. A vida do Blu-Ray não está nada fácil e tudo indica que continuará difícil.

Fonte: http://meu-blogue3.blogspot.com/2010/05/blu-ray-player-com-precos-em-queda.html

Dolby Labs anuncia software para áudio 3D

Recentemente a Dolby Labs anunciou um novo software para processamento de áudio em conteúdos 3D para cinema. Parece realmente interessante. As demos aconteceram durante o evento IBC (International Broadcast Convention), realizado na Holanda, link aqui: http://www.ibc.org/

Não é só no campo das imagens que essa tecnologia evoluiu. O pessoal da Dolby fez um vídeo para divulgar e explicar basicamente como funciona, com exemplos, vejam aqui: 
http://www.dolby.com/professional/solutions/cinema/3ddc-solution-flash.html

Outro site que merece ser apreciado é o 3D60. Pelo que o pessoal do Blog do Orlando Barrozo entendeu, a partir de fontes de áudio estéreo eles conseguem criar uma experiência multiespacial, enquanto vê as imagens tridimensionais o usuário é envolvido por sons que vêm de todos os lados, inclusive da região acima de sua cabeça. E isso, garantem os autores da idéia, independe do equipamento de reprodução: pode ser um cinema, um sistema de home theater ou até mesmo um fone de ouvido. Veja aqui a demonstração: http://www.3d60.co.uk/index.php

Já outras pessoas dizem que o 3D60 é apenas a tecnologia binaural requentada! Para comparar escute essa demo, o Virtual Baber Shop. Tem uma versão aqui: http://www.noob.us/entertainment/amazing-digital-surround-sound-virtual-barbershop/

Como escolher caixas para Home Theater - 9 dicas


Quem está prestes a montar um home theater em um ambiente de dimensões restritas sabe que escolher caixas acústicas  compactas de alta fidelidade não é tão simples quanto parece. Há no mercado dezenas de marcas e centenas de modelos com características técnicas (e até design) semelhantes, porém, com timbre e sonoridade completamente distintos.

Antes, é preciso ficar claro que há dois tipos de caixa compacta. A satélite possui altura entre 5cm e 25cm, tem gabinete na maioria de plástico, além de ser voltada a espaços de até 15m2, por ser mais discreta e interferir menos na decoração do ambiente. Já a caixa bookshelf apresenta entre 26cm e 80cm, é vendida em par e seu gabinete é normalmente de madeira, embora haja modelos produzidos em compostos de plástico.

Independente do tipo de caixa, sempre é possível extrair o melhor desempenho de um conjunto quando observados cuidados, como posicionamento, cabeamento e o uso de um bom subwoofer. Afinal, é ele quem ficará responsável por reproduzir grande parte dos graves que as caixas compactas serão incapazes de desempenhar.

O primeiro passo é entender, nem que seja em termos bem genéricos, a verdadeira função da caixa acústica e o seu funcionamento. Com isso, é possível combinar as caixas com a sala e o sistema eletrônico. Segue as dicas:

1 – O TAMANHO IDEAL É O QUE CABE NA SUA SALA

Você deve decidir basicamente entre três tipos de caixa acústica: as do tipo torre (maiores), as bookshelf (médias) e as satélite (compactas). As torre, também chamadas “de piso” (ou floor-standing), são indicadas somente para salas grandes, pois precisam de bom espaço em volta e não devem ficar espremidas entre móveis e objetos de decoração. Se sua sala tem menos de 20m2, esqueça essas caixas. As bookshelf têm esse nome exatamente porque são desenhadas para uso em prateleiras, estantes ou pedestais. Seu tamanho varia entre 30cm e 60cm e o desempenho, em muitos casos, chega perto das torre. E são geralmente mais baratas que estas. Já as caixas compactas, embora sejam uma ótima solução visual, apresentam um problema: não conseguem reproduzir fielmente os graves, pois estes exigem gabinetes maiores. Pode-se amenizar isso usando um bom subwoofer (que também ocupa espaço), mas nem sempre é suficiente.

2 – CAIXAS IN-WALL “DESAPARECEM” NA SALA

Um quarto tipo de caixa que pode ser adotado são as chamadas in-wall (de parede) ou as in-ceiling (de teto). O que as diferencia das caixas convencionais é que podem ser embutidas abrindo-se um buraco na parede ou teto e passando os cabos por canaletas também embutidas. Essas caixas podem ser pintadas na cor da parede e, assim, virtualmente “desaparecem” na decoração da sala. Há até modelos de caixas motorizadas, que ficam embutidas mas podem ser acionadas via controle remoto e então “saem” do teto. Por causa da falta de espaço na maioria das casas e apartamentos, esses tipos de caixas passaram a ser muito procurados e foram sendo aperfeiçoados pelos fabricantes. Ainda não podem se comparar, tecnicamente, às boas caixas bookshelf e torre, mas são sem dúvida uma ótima solução, dependendo da sala.

3 – CAIXA ACÚSTICA NÃO “TEM” POTÊNCIA

É ilusão procurar numa loja caixas acústicas de alta potência, se o seu equipamento (receiver ou amplificador) não é do mesmo porte. Uma caixa, por melhor que seja, não tem potência própria; trata-se de um aparelho passivo, que depende da potência que lhe é fornecida. O importante é observar se a potência especificada da caixa não foge muito daquela liberada pelo receiver. Não se recomenda que haja muita discrepância porque isso pode forçar demais um dos dois aparelhos (em alguns casos, chegando a queimá-lo). Exemplo: se seu receiver libera 80W em cada canal, procure um conjunto de caixas que trabalhe na faixa entre 60W e 100W. A propósito de potência, leia também a reportagem sobre receivers nesta edição.

4 – NÃO CAIA NA TENTAÇÃO DO MAIS BARATO

Talvez mais do que qualquer outro componente do home theater, caixas acústicas são um item em que tentar economizar pode ser um péssimo negócio. Claro, o preço deve ser levado em conta, mas nem de longe deve ser o fator decisivo na escolha. Caixas ruins irão produzir som ruim, mesmo com receiver ou amplificador bons. E o contrário também não funciona. A caixa acústica é como um espelho do sistema eletrônico que a alimenta: deixa transparentes todas as suas deficiências. Só para se ter uma idéia, nos sistemas high-end costuma-se investir nas caixas algo em torno de duas a três vezes o custo do conjunto amplificador+processador. Essa não é uma regra rígida, mas use-a como parâmetro na hora da escolha.

5 – QUEM GOSTA DE VOLUME ALTO PRECISA DE ESPAÇO

Não adianta se enganar: se você é daqueles que fazem questão de ouvir música (ou ver filmes) em altos volumes, você precisa de uma sala grande. E de caixas também de grande porte. Um conjunto de caixas compactas pode até funcionar bem numa sala pequena e apertada, mas em baixo volume. Passando para um ambiente maior, ficarão claras as suas deficiências, principalmente naquelas passagens dos filmes em que se misturam sons altos e baixos, quando a chamada faixa dinâmica do equipamento é mais exigida. Isso acontece muito nos cinemas, mas dificilmente você irá encontrar um cinema com caixas pequenas e baixa potência.

6 – CERTOS DETALHES, SÓ MESMO AS BOAS CAIXAS OFERECEM

A lista de benefícios contidos num bom conjunto de caixas acústicas é grande. Mesmo que você não tenha ouvidos treinados, fatalmente perceberá a diferença ao compará-las com caixas de padrão inferior. Considere: som mais agradável, tanto nos graves quanto nos médios e agudos, com perfeito equilíbrio entre eles; clareza na reprodução dos instrumentos musicais; inteligibilidade nos diálogos dos filmes e na música cantada; capacidade de variar o volume da reprodução sem esforço, ou seja, sem distorções; baixa fadiga auditiva, o que significa que você pode ficar ouvindo durante horas sem cansar os ouvidos; graves profundos e precisos, não abafados; perfeita localização dos sons musicais na área frontal da sala; bom nível de difusão dos sons nos canais traseiros, particularmente em filmes; impacto sonoro uniforme ao passar de sons muito baixos para muito altos.

7 – VERIFIQUE AS ESPECIFICAÇÕES.

Em qualquer aparelho eletrônico, as especificações técnicas fornecidas pelo fabricante são importantes. Elas podem dar uma boa idéia da construção e do projeto, especialmente em caixas acústicas. Mas, mesmo que os números impressionem, convém não lhes dar excessivo peso, pois não é isso o que mais interessa no desempenho de uma caixa. A especificação mais analisada geralmente é a resposta de freqüências, que indica a faixa de áudio que a caixa é capaz de reproduzir. Só que o fabricante deve especificar também o grau de distorção apresentado. Exemplo: 45Hz-22kHz, +/-3dB. A leitura correta é de que o volume emitido pela caixa caiu 3dB ao atingir as freqüências de 45Hz e de 22.000Hz; e que entre esses dois extremos a resposta não variou mais do que 3dB. O que é uma boa medição, sem dúvida. O ideal é o fabricante informar qual foi exatamente a variação dentro daquela faixa (digamos, +/-1dB a 19kHz). Para o consumidor, o importante é saber em que a faixa a reprodução se manteve uniforme (flat), significando que todas as freqüências são reproduzidas da mesma forma, sem enfatizar esta ou aquela.

8 – RESPEITE A IMPEDÂNCIA E A SENSIBILIDADE

Outra especificação que precisa ser checada é a impedância de entrada da caixa acústica, que por sua vez deve combinar com a impedância de saída do receiver ou do amplificador. Esta pode ser de 8, 6, ou 4 ohms (para aparelhos usados em home theater). A impedância é a resistência do alto-falante à passagem da corrente elétrica vinda do amplificador. Quanto menor a impedância, mais corrente será transmitida à caixa. Um falante de 4 ohms exige o dobro da corrente que um de 8 ohms; se o amplificador puder fornecer isso, tudo bem. Mas certos receivers não conseguem trabalhar em 4 ohms. Outro fator que deve ser casado entre caixa e amplificador é a sensibilidade, medida em dB. Indica quanto de som a caixa pode produzir a partir de um determinado sinal de entrada. Sensibilidade alta significa que a caixa pode emitir altos volumes mesmo com amplificador de baixa potência. Caixas de home theater em geral possuem sensibilidade variando entre 87 e 93dB, mas é bom lembrar que a cada 3dB a mais a potência requerida cai pela metade. Fazendo as contas: se uma caixa de 87dB exige 100W para produzir determinado volume, outra de 93dB exigirá apenas 25W.

9 – NUNCA COMPRE UMA CAIXA SEM OUVI-LA

Acima de qualquer especificação, o fator mais importante na escolha de uma caixa acústica é a sua audição. Comprar uma caixa sem ouvi-la é mais ou menos como escolher uma foto sem vê-la. Não há como substituir uma boa comparação entre caixas, deixando que os ouvidos julguem, ainda que não sejam ouvidos de especialista. Hoje, existem dezenas de boas lojas com salas apropriadas para esse tipo de comparação. Procure visitá-las, conversar com o vendedor (nas lojas especializadas, eles são mais bem preparados para isso) e analisar diversos conjuntos. Peça apenas para tomar o cuidado de manter sempre o mesmo sistema de amplificação e a mesma fonte sonora (CD ou DVD player), de preferência repetindo também os trechos de músicas e filmes. Ao final, certamente um dos conjuntos irá agradar mais aos seus ouvidos.

Fonte: Planet Tech & Ideal Dicas

terça-feira, 17 de maio de 2011

HOT DICAS FILMES
Comer Rezar Amar


Comer Rezar Amar (Eat Pray Love, 2010) conta a história de Liz (Julia Roberts) que, ao perceber que está infeliz em sua vida, decide que é preciso mudar. Primeiro, remove o obstáculo mais evidente: seu casamento, iniciando assim um doloroso processo de divórcio. Depois, a tentativa de viver uma vida normal e buscar novos relacionamentos amorosos. Ela então conhece David (James Franco), um ator mais novo que ela. No entanto, a aparente felicidade inicial logo dá lugar ao mesmo vazio existencial que ela antes sentia.
Liz então embarca em uma viagem de um ano pela Itália, Índia e Indonésia. Na Itália ela se dedica a um período de indulgência, apreciando o melhor da culinária local e permitindo-se engordar alguns quilos, vivendo apenas para buscar o "prazer de não fazer nada", pregado pelos italianos. Neste trecho fica a evidente a diferença que faz o orçamento de 60 milhões de dólares, com caprichados takes aéreos de Roma.
Na Índia, Liz pretende dedicar-se à meditação e à busca do equilíbrio espiritual. Em sua estadia em um ashram hindu, ela confronta a dor da qual pensava já estar curada para, finalmente, perdoar-se. Depois, ruma para Bali, ilha que ela já havia visitado (na visita anterior, um xamã havia previsto que ela retornaria para que ele pudesse ensinar-lhe todos os seus conhecimentos).
No período em Bali, Liz redescobre o amor em Felipe, personagem brasileiro vivido pelo espanhol Javier Bardem. Ao ouvir Bardem falando português e a trilha de bossa nova, sentimos aquela vergonha alheia de ver nossa cultura representada nas telas por estrangeiros - provavelmente sentida também pelos italianos, indianos e indonésios ao assistir esse filme. No entanto, essa representação não é caricata e descuidada, ficando nítido que a produção empenhou-se na fonética dos sotaques. Não chegou-se à perfeição, mas o trabalho foi bem executado.
Para aqueles que amam ou sonham viajar, a fotografia de Comer Rezar Amar estimula aquela vontade de embarcar no próximo avião. No entanto, apesar do filme ter realização técnica esmerada, falta ousadia à atuação de Julia Roberts, que nunca sai do território seguro já explorado em seus filmes anteriores. A autora do romance best-seller que originou este filme, Elizabeth Gilbert, que trilhou a jornada relatada, é uma mulher real - não a figura de estrela idealizada que Roberts parece incapaz de abandonar. O demérito dessa falta de contrastes é também da direção do diretor Ryan Murphy, que não explora a profundidade da tristeza do início a fim de evidenciar a transformação de Liz ao final.

minha avaliação nota: 9
simplismente um filme emocionante, gostoso de se assistir e ao mesmo tempo te ajuda a perceber o quanto somos frágeis e a ver
que ao mesmo tempo temos todo o mundo a nossa volta e não damos a mínima pra isso. 
muito bom... 


quarta-feira, 4 de maio de 2011

HOT DICAS - SHOWS
STING LIVE IN BERLIN
Sempre achei o Sting sem sal sei lá, mais vendo esse show eu pude notar o quanto esse artista é versátil e competente na execusão de suas canções deixando o clima completamente mágico dentro da sala de Home Theater, Sting fez uma nova roupagem pra canções antigas usando a incrível osquesta de Berlin como fundo músical

Show incrível, som e imagens perfeitas no formato Blu ray
Som DTS plus 5.1
vale cada centavo
Minha nota :10
 Posicionamento das caixas ácusticas

Em algum lugar de nosso espaço estão as caixas acústicas. Imponentes ou não, mas palpáveis, hardware autêntico, todas bem visíveis, com cor, peso, tamanho e forma física bem definidas. Noutro ponto do mesmo espaço estamos nós, com nosso sentido de audição. Percepção humana numa forma das mais notáveis. Não muitos se dão conta de que, entre essas duas evidências óbvias, está a acústica com seus meandros técnicos e mitos próprios e pitorescos.

Por isso mesmo, costumo chamar a acústica arquitetônica de ciência invisível. Quando ignorada, como o é na maioria dos casos, ela simplesmente não pode nos ajudar a obter mais qualidade sônica. Por outro lado pode, e geralmente o faz, degradar nossas audições sagradas. Freqüentemente, reduzindo nossas referências a níveis absurdamente baixos.

A importância da acústica em nossas salas pode ser avaliada pelo seguinte postulado: um equipamento bem modesto, instalado numa sala com acústica bem cuidada, é capaz de proporcionar melhor qualidade de áudio do que um hiper "hi-end" instalado numa sala com acústica medíocre !!!

As partes que nos interessam da acústica arquitetônica são duas: isolamento acústico e controle do comportamento interno das salas. O isolamento acústico tem a ver com o quanto nossos espaços deixam os sons vazarem. Esta é uma rua de duas mãos. Porque se aplica tanto do exterior para o interior, quanto vice-versa. No mesmíssimo grau. Quando o ruído externo é elevado, um vazamento mais sério pode resultar num elevado nível de ruído interno, que nos impede de obter adequadas relações sinal/ruído de natureza acústica. Do interior para o exterior, o vazamento acentuado geralmente provoca a ira de vizinhos, e mesmo de outras pessoas em nossa casa.

Para evitar vazamentos significativos temos duas opções. Escolher criteriosamente o local da audição, o que na prática é algo bastante limitado por várias circunstâncias. A outra é trabalhar as estruturas horizontais e verticais da sala. Como o assunto é algo indigesto, e as implicações financeira$ são geralmente de monta, o ideal é chamar um especialista. Alguém que possa ajudar a maximizar resultados e minimizar investimentos.

O controle do comportamento acústico interno tem duas vertentes. Obter tempo de reverberação adequado e controlar os efeitos das ondas estacionárias. Tempo de reverberação (RT) é o tempo que a energia do som demora para cair 1.000.000 de vezes, contado em segundos a partir do momento que cortamos a fonte que o produz. Na prática, pode se contar o RT de cabeça, usando como fonte de som uma palma batida com as mãos. Especialistas menos equipados usam artifícios como estourar bolas de gás, dar tiros de espoleta e outras mumunhas.

Sempre existe um RT ideal para cada espaço, figura dependente diretamente do seu volume físico e do tipo de programa predominante. Essa figura está por volta de 0,5 segundo para a maioria das salas residenciais.

O conceito de Tempo de Reverberação está encriptado no próprio nome. É o tempo durante o qual não há mais sons diretos produzidos pelas caixas, mas apenas reflexões sucessivas nas superfícies das salas. Que juntas ganham o nome de reverberação. Portanto, algo que tem a ver com o quanto essas superfícies absorvem e refletem os sons.

É exatamente aqui que a coisa começa a pegar. O significado do termo ?absorvente? parece que tem um efeito mágico sobre as pessoas. Que, no geral, acreditam que aplicar materiais acusticamente muito absorventes em doses cavalares é sinônimo de tratamento acústico da sala. Ora, nada mais errado do que isso. O segredo consiste em dosar absorção com reflexão em proporções tais que tenhamos o RT ideal, ou algo próximo dele, para todas as freqüências.

Uma das coisas menos entendidas sobre o RT é que ele deve ser aproximadamente o mesmo para todas as freqüências do espectro. Se preferirem, para graves, médios e agudos. Outra coisa pouco entendida sobre ele é que a maioria dos materiais não absorve igualmente por todo o espectro. Quase todos eles absorvem bem médios e agudos. Mas absorver os graves é outra conversa. Sempre mais difícil.

Em virtude disso, usar materiais que o bom senso determina para uma sala convencional, e que artigos técnicos de revistas e livros com base científica duvidosa recomendam exclusivamente, como móveis muito estofados, carpetes pesados e cortinas espessas, é condenar o pobre do usuário a ter que se contentar com uma sala acertada em médias freqüências, extra absorvente nas altas, com pouca ou nenhuma absorção nas baixas. Resultado: tempos de reverberação extraordinariamente longos nos graves, adequados nos médios, e muito curtos nos agudos.

Tal padrão de referência em áudio, tido por muitos desavisados como "um espetáculo", é na verdade algo do que devemos fugir correndo, e evitar a todo custo. Porque o efeito funesto de médio e longo prazos advém de nos ?acostumarmos? a algo que, acreditando ser o máximo, é uma referência muito ruim.

A solução para o mal também é chamar o especialista. Mas, na maioria das vezes, o remédio é incrivelmente simples. Geralmente se restabelece o equilíbrio tonal da sala com o uso de absorventes de baixas freqüências. Infelizmente, estes não são encontrados facilmente no mercado. Pois não são materiais como espumas, estofados, almofadados e outros quetais. Mas painéis de diversos tipos, que podem ser construídos sem dificuldades, e geralmente com quaisquer acabamentos ou visuais desejados.

A outra vertente, que é o controle das estacionárias, requer que saibamos antes o que são ondas estacionárias. São determinadas freqüências que apresentam o hábito teimoso de permanecer na sala com intensidade muito maior ou menor do que seria de se esperar. O que ocorre porque são freqüências que entram em ressonância com as dimensões da sala. Por isso, podem ser calculadas. Basta que dividamos a velocidade do som (considere-a 344 metros por segundo) por duas vezes a dimensão da sala, em metros. O resultado será a freqüência da estacionária, em Hertz. Para uma sala retangular, há três dimensões a considerar: comprimento, largura e altura.

Cada uma dessas estacionárias apresenta o que se chama de pontos de máxima e pontos de mínima. São reforços e atenuações de natureza acústica, que fazem a resposta de freqüência acústica das salas variar em cerca de ? 20,0 decibéis. Meros 40 decibéis!

Acrescente-se a isso que as harmônicas (estas mesmas freqüências multiplicadas por 2, por 3, por 4, etc.) dessas estacionárias apresentam comportamento idêntico. E agora o pior, esses incontáveis pontos de máxima e de mínima, e uma infinidade de outros, com atenuações e reforços menos intensos, se espalham pelas salas de modo absolutamente imprevisível, com padrões diferentes de uma para outra freqüência. Tornando as respostas de freqüência de natureza acústica de nossas salas tudo o que se queira, menos respostas planas.

Quer fazer uma experiência prática para sentir o drama ? Adquira um CD de teste. Você os encontra a partir de R$ 30,00. Reproduza em sua sala, e com seu equipamento, uma freqüência como, digamos, 100 Hz. Não se preocupe ainda com coisas vibrando, como portas, janelas e bibelôs. Apenas ande pela sala, e ouça como a intensidade do som ora parece ensurdecedora, ora nem aparece. Como se o equipamento estivesse desligado.

Repita para outras freqüências baixas, até 300 Hz. E constate a mesma coisa, com padrões que variam como um caleidoscópio, de acordo com a freqüência reproduzida e o local onde você está.

Então pergunto, de que adianta investir milhares ou dezenas de milhares de reais em equipamentos para se ter respostas de freqüência elétricas de 20 Hz a 20 kHz ? 0,2 decibéis? Resposta: de nada. Pois não ouvimos respostas elétricas, mas acústicas. Então, agora aqueles meros 40 decibéis entram em cena a todo pano. Para um ouvido treinado, ou para quem faz a experiência acima, a acústica já não deve parecer algo tão invisível quanto disse no início.

Mas esperem, a coisa não é de desesperar. Afinal, não há males sem cura. E isso se aplica às ondas estacionárias. Há vários modos de controlá-las. O mais simples é quebrar o paralelismo existente entre as paredes. Norte-sul, leste-oeste, e piso-forro. Incline-as, aplique-lhes painéis inclinados, superfícies anguladas e por aí vai. Use a imaginação e vá ao infinito.

Outra alternativa é usar difusores acústicos convencionais, como painéis policilíndricos (não se impressione com nome, são apenas superfícies curvadas), e outros difusores de reflexão especular (como num espelho), a exemplo de calotas, difusores geométricos dos mais variados e pirâmides invertidas no forro, ou deitadas nas paredes. Não use nada côncavo, prefira as vantagens do convexo.

Uma forma mais "hi- tech" de atacar o problema é utilizar difusores não especulares de uma ou de duas dimensões, a exemplo dos QRD (Quadratic Residue Diffusor) e dos PRD (Primitive Root Diffusor), além muitos outros do mesmo gênero.

A tempo, o que se mostrar vibrando na sala deve ser fixado rapidinho ou extirpado de vez. Afinal, você não quer isso como parte de sua música, quer ?

Como sou consultor de áudio e de acústica, me vejo na difícil situação de ter que advogar em causa própria. Não na minha, mas na dos consultores de modo geral. Mas acima de tudo devo sinceridade a todos vocês, leitores. Como não tenho dúvidas, devo dizer que se você está convencido de que a acústica é importante porque pode realmente ajudá-lo a obter uma performance sônica superior, com investimentos relativamente módicos, procure um especialista. Certamente valerá a pena. E o termo "pena" utilizado aqui é apenas força de expressão. O correto mesmo é usar o termo "curtição".

Creio que já é tempo de fazermos o que se faz há décadas no primeiro mundo. Gaste o que quiser, ou que puder, com equipamentos. Mas não se esqueça de reservar uma parte pequena para a acústica, porque o resultado depende tanto dela quanto dos equipamentos. E se você não é um expert, use os serviços de um profissional, como faz quando consulta o dentista, o contador, o encanador, o médico, e com tantos outros.



* Luiz Fernando Cysne é engenheiro e diretor da empresa Digital, especializada em sonorização e sistemas de áudio.