Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

quinta-feira, 16 de junho de 2011

 A NOVA GERAÇÃO DE SISTEMAS INTEGRADOS
por Ricardo Marques

 
Eles estão mais imponentes, potentes, recheados de recursos, com boa diversidade de marcas, modelos, tamanhos e o principal: melhoram o seu desempenho a cada geração. Estou falando dos sistemas integrados, ou home theater in-a-box (HTB), que ficam cada vez mais atraentes para os consumidores. A evolução é constante e se antigamente a beleza estava em primeiro lugar, hoje ela é apenas mais um diferencial desse tipo de solução.
A LG, por exemplo, começa a vender no Brasil o seu novo sistema de home theater, o HX996TS, que recebeu na última edição da CES, a mais importante feira de tecnologia do mundo, a menção Innovations Honoree Awards, pela inovação no seu sistema de propagação de som. Isso porque a empresa criou o que classifica ser o primeiro sistema integrado capaz de proporcionar som em três dimensões e em 360º. Para conseguir esse efeito, além dos alto-falantes tradicionais presentes nas caixas acústicas deste in-a-box, a empresa incluiu na parte de cima de quatro delas (duas frontais e duas surround) mais um pequeno falante, voltado para o teto e que preenche toda parte acima da cabeça do ouvinte/espectador com áudio, criando a ilusão de que ele está bem no meio de uma cena num filme.
Embora nova em sistemas integrados, tradicionais fabricantes de caixas acústicas já adotam essa solução em seus produtos. A primeira a propiciar o chamado áudio em 360º foi a canadense Mirage, quando em 2002 incluiu o módulo Omnipolar em suas caixas acústicas bookshelf e satélites, para aumentar a sensação de imersão e palco sonoro, valendo-se de algumas reflexões do som na sala de home theater.

O novo HTB da LG é do tipo 7.2, ou seja, conta com 2 subwoofers para reproduzir com mais impacto os graves, e duas caixas traseiras adicionais, para uma melhor sensação de envolvimento de todos, já que com 1280W de potência total, ele foi concebido para grandes salas. Além disso, ele traz outros avanços como a reprodução de discos Blu-ray 3D, de conteúdos armazenados em outros dispositivos sem a necessidade de cabo e acesso à internet.
Quem também promete uma sensação parecida é a Philips, como o seu system HTS-9520, com 800W de potência total e preço sugerido de R$ 3.799. Ao contrário do modelo da LG, a Philips aposta em caixas satélites, mas promete conseguir o mesmo efeito de 360º ao incluir três drivers em cada uma das caixas: um frontal e dois em cada uma das laterais, num processo que usa o princípio das caixas acústicas bipolares, além de uma tecnologia criada pela própria Philips para aprimorar o efeito de som envolvente. Ele também conta com player 3D e recursos como internet e DLNA.
BLU-RAY PLAYER 3D
A nova onda para os sistemas de home theater in-a-box parece ser mesmo a presença de um player compatível com os discos de Blu-ray 3D. Todo grande fabricante tem em linha pelo menos dois sistemas aptos a reproduzir esse tipo de conteúdo. A Samsung tem o HT-C9950W (preço de lançamento: R$ 5.999) com essa característica, que se destaca pelo acabamento todo feito em alumínio escovado, muito parecido com o que a empresa adota em sua linha de TVs mais sofisticadas, da série 9000.
Com 7.1 canais e 1400W de potência total, ele tem quatro caixas em formato slim (Tall Boy), e permite a instalação de todo o conjunto diretamente na parede (com exceção do subwoofer) para deixar a sala mais harmoniosa. As caixas surround traseiras têm a facilidade de não necessitarem de fios ligados ao receiver, já que possuem comunicação wireless. Além disso, o modelo já vem com um dongle, pequeno adaptador para acesso a internet por meio de uma rede Wi-Fi. Com duas entradas e uma saída HDMI, tem também uma porta USB, para reprodução de arquivos nos formatos DIVX, MP3, WMA, WMV, JPEG e MKV, muito popular entre os usuários de internet.
Quem pensa que as soluções mais avançadas ficam limitadas aos grandes sistemas, com até 7 caixas acústicas mais subwoofer, está enganado. A Sony inova ao oferecer um produto para pequenos espaços, o BDV-F500 (R$ 1.999) com 2.1 canais de áudio, mas com capacidade de reproduzir discos Blu-ray 3D, simulador surround, acesso à internet, entrada USB frontal para reprodução de fotos, vídeos e músicas por meio de um pen drive, ou até mesmo através de iPod ou iPhone, da Apple. Claro que essa solução é mais apropriada para salas de até 10m2, e a os efeitos de envolvimento sonoro são conseguidos por meio de uma simulação que, se não substitui as caixas traseiras, também vêm evoluindo a cada geração.
Dos grandes fabricantes, a Panasonic é a única que ainda não oferece uma solução de home theater com Blu-ray 3D. Mas isso não torna o seu modelo menos especial, já que o SC-BT735PH (R$ 3.000) também é repleto de recursos interessantes, como o dock para iPod ou iPhone, entrada para cartão de memória, compatibilidade com arquivos de alta definição (AVCHD até 1080p) gravados pelas modernas filmadoras digitais e Viera Cast, que permite acessar o conteúdo dos parceiros Youtube, Picasa, Weather Channel e Bloomberg.
OUTRAS BOAS OPÇÕES
Eles são mais conhecidos pela qualidade dos seus receivers, amplificadores e Blu-ray players, do que pelas soluções prontas que oferecem. Mas elas existem, são de ótima qualidade e ainda levam vantagem por não economizarem no número de conectores presentes, além de facilitar futuros upgrades. Tradicionais no segmento de home theater, empresas como Onkyo, Denon, Yamaha e Bose também tem seus systems compactos à venda por aqui. A diferença aqui é que todos trazem apenas o receiver e as caixas acústicas, podendo o usuário integrar um player Blu-ray que já possua ao sistema.
O DHT-391XP, da Denon, tem como grande diferencial o fato de já ser compatível com os sinais 3D. O receiver conta com amplificação de 110W em cada um dos seus cinco canais (5.1), quatro entradas e uma saída HDMI (1.4, compatível com os sinais 3D). No painel frontal há uma entrada para fones de ouvido (3.5mm), que pode ser usada para conectar equipamentos portáteis. Além do receiver, o sistema inclui cinco caixas acústicas, sendo duas frontais de perfil slim, para ficar próximas aos displays, duas caixas surround compactas, mais a caixa central. O subwoofer tem 100W de potência e é ativo: não rouba potência das demais caixas do sistema sempre que solicitado.
Já a Onkyo HT-S5300 é um sistema diferenciado não só pela compatibilidade com os filmes em 3D, ou pela presença de duas caixas traseiras adicionais (7.1 canais, com 130W por canal). O que o torna especial é a presença do recurso multiroom, que permite que o usuário leve o áudio para outro ambiente da casa, distante do home theater. Você pode assistir a um filme na sala de cinema e uma outra pessoa acessar as músicas do iPod (ele traz um dock exclusivo para o acessório) ao mesmo tempo, para escutá-las num segundo ambiente. Ele ainda vem com um subwoofer ativo com 290W de potência, além de um controle remoto universal para operar diferentes aparelhos.
A Yamaha, depois de ficar um tempo fora do mercado brasileiro, voltou a atuar no País no final do ano passado e está comercializando o system YHT-294, formado por receiver, cinco caixas e um subwoofer. Ele também já é compatível com os sinais 3D, tem quatro entradas HDMI (1.4), 105W de potência por canal e um subwoofer ativo com 50W de potência.
Quem também renovou sua linha no final do ano passado foi a Bose, com o Lifestyle V-35, conjunto compacto que reúne receiver, cinco caixas microsatélites e um subwoofer, chamado pela empresa de módulo de graves Acoustimass. O receiver oferece autocalibragem, três entradas HDMI com opção de upconversion para simular imagens 1080p, além de dock para iPod/iPhone, cujo acesso às músicas pode ser feito a partir do controle remoto universal (IR e RF) do Lifestyle.
DLNA e acesso à internet
Os sistema avançados possibilitam acessar à internet por meio de uma rede cabeada, isso porque eles trazem uma entrada Ethernet, além das conexões de áudio e vídeo tradicionais, ou até mesmo valendo-se de uma rede sem fios (em alguns casos, é necessário solicitar um adaptador junto aos fabricantes).
A navegação na internet não é feita de forma livre, pois eles não possuem um browser que possibilite a digitação de um endereço. Os consumidores podem acessar os sites dos parceiros de conteúdos dos fabricantes, que disponibilizam notícias, vídeo e fotos; ou ainda acessar grandes portais como o Youtube, Picasa ou Facebook.
O recurso DLNA também está presente nestes modelos mais sofisticados e a vantagem, nesse caso, está na eliminação dos cabos para a transferência de arquivos, que podem ser fotos, vídeos ou até músicas, de diferentes dispositivos para o home theater. No entanto, os dois aparelhos precisam ser compatíveis com esse protocolo de comunicação. Atualmente temos um bom número de notebooks, TVs e celulares com DLNA, além de algumas câmeras digitais e videogame compatíveis.
PRINCIPAIS AVANÇOS
Potência – se antigamente eles eram indicados para pequenos espaços, hoje boa parte dos sistemas possuem potência suficiente para serem usados em salas com até 30m2.
Recursos - Bluetooth, DLNA, acesso à internet com ou sem fios, entrada USB, dock para iPod e até cartão de memória já não estão restrito aos produtos mais sofisticados, chegando aos modelos intermediários das empresas.
Wi-Fi – a ausência de fios para a ligação das caixas traseiras ao módulo principal é outra característica que vem sendo bastante utilizada, facilitando a instalação e contribuindo para a decoração das salas.
Processadores – os atuais sistemas com Blu-ray player já contam com os novos processadores de alta definição Dolby TrueHD e DTS-HD Master Audio.
Calibragem automática – os mais sofisticados já trazem o recurso de calibragem automática, que faz uma medição das características acústicas da sala e configura o sistema para um melhor desempenho.
Design – continua sendo o principal apelo desses sistemas, que agora estão mais finos, modernos e com acabamento caprichado.

TESTE DE CABOS HDMI

Por Vinicius Barbosa Lima

Para tirar finalmente a dúvida se cabos HDMI são todos iguais, tivemos acesso a 9 modelos exaustivamente avaliados em diferentes situações. Foram 4 meses de testes (de Novembro de 2008 a Março de 2009), e o resultado desse trabalho você vê a seguir. Boa diversão!
OS CRITÉRIOS DO TESTE
Cada fabricante pôde enviar no máximo 1 cabo para teste, sempre na versão HDMI 1.3, sendo esse, no mínimo, de nível médio e com comprimento entre 1,5 e 3,0m. A adoção da curta metragem se deu pelo fato da maioria absoluta dos consumidores não utilizarem cabos HDMI maiores que 3m para conectarem o player ao display de plasma ou LCD.
Sabemos que usuários de projetores utilizam metragens bem maiores, às vezes na casa dos 20m, e por tal motivo não está descartada a hipótese de no futuro repetirmos o teste com cabos maiores, trabalho cuja logística é bastante complexa, demandando infraestrutura específica e longo tempo de preparação.
Todos os cabos foram avaliados nas resoluções 480p, 720p e 1080i e 1080p, com áudio 5.1 canais nos codecs DD, DTS, Dolby True HD e DTS-HD MA, utilizando variada combinação de equipamentos e títulos (veja listagem ao final do texto).
Muitos leitores nos perguntam como identificar um cabo HDMI versão 1.3? Infelizmente, se o próprio fabricante não informar na embalagem ou no corpo do cabo, não há como saber, pois não existem diferenças visuais entre as versões.
Por outro lado, a HDMI 1.3 estabeleceu novos padrões de desempenho para interface, elevando muito a banda passante e o bitrate máximo, o que levou ao uso de matérias primas nobres (cobre com alto teor de pureza e prata, por exemplo), blindagem mais eficiente, e ao aumento na bitola dos condutores dos pares trançados.
Assim, e ainda que não seja uma regra, a verdade é que visualmente cabos HDMI 1.3 são geralmente mais grossos que seus antecessores, devido à maior blindagem e bitola dos condutores internos, sendo esse um indicativo na hora de diferenciar os produtos. Por tal motivo, e fazendo uso de instrumentação digital de alta precisão, efetuamos 3 medições ao longo de cada um dos cabos, a fim de mensurar as diferenças.
Atenção também demos aos conectores, vez que são vários relatos de pessoas que enfrentam dificuldade no engate da conexão. Em nosso teste notamos boa diferença na pegada dos cabos, alguns engatando nos equipamentos com grande facilidade, enquanto que outros exigiam um pouco mais de força e jeito.
O padrão HDMI determina que o conector do tipo A (o mais conhecido por nós) possua as dimensões de 13,90mm X 4,45mm. A questão é que até o dia 24/03/09, havia nada menos do que 111 fabricantes de conectores licenciados pelo HDMI Group, com um total de 560 modelos homologados. Soma-se a isso o desvio padrão ocorrido em qualquer processo industrial de larga escala, é natural a ocorrência de pequenas diferenças entre as peças que saem das varias linhas de produção. Em nosso teste aferimos existirem diferenças centesimais entre os conectores dos cabos avaliados, o que na pratica foi traduzido por uma conexão mais ou menos firme.
Para que a avaliação fosse ainda mais completa, o ideal seria ter acesso a todas as especificações e parâmetros elétricos dos cabos (resistência, capacitância, indutância, atenuação, etc), informações compreensivelmente mantidas a sete chaves pelos fabricantes. Exceção cabe à sueca Supra, que disponibiliza tal conteúdo em seu site na Internet.
Por outro lado, recorrer a laboratórios especializados para obter isso estava fora de cogitação, pois além de ser um processo de custo elevado e demorado, fatalmente levaria à destruição do cabo. Além do mais, todos os 7 Authorized Testing Centers (ATC) autorizados pelo HDMI Group estão no exterior, em países como EUA, China (2), França, Índia e Japão (2). Assim, a idéia era mensurar aquilo que o consumidor poderia de fato aferir em casa, e não dados de bancadas laboratoriais.
*Publicado originalmente na revista HOME THEATER & CASA DIGITAL
OS CABOS AVALIADOS

Características principais*: Conectores banhados a ouro 24k, cobre livre de oxigênio (Oxygen-Free High Conductivity - OFHC) com 99,99% de pureza, 5 camadas de blindagem, revestimento de alta resistência.
Apresentação: Blister plástica
Metragem informada: 1,2m
Metragem real: 1,24m
Bitola total externa: 8,52mm
Dimensões dos conectores: 13,93mm X 4,43mm
WEB: www.belkin.com/cables/ e www.disac.com.br
COMENTÁRIO: Único cabo enviado com metragem abaixo do solicitado (1,20m), o Belkin Pure AV é feliz na combinação de conectores em material injetado na cor cinza e cabo revestido em sleeve branco.Nas resoluções mais baixas (480p e 720p) se manteve no padrão, algo esperado para um produto desse nível. Em 1080i/p apresentou imagem levemente mais “soft” e clara, como se o controle de nitidez do display estivesse reduzido, e o de brilho com alguns pontos a mais. Exemplo disso pôde ser notado no capítulo 4 de “Patton – Rebelde ou Herói?”, onde as cores e detalhes das fardas dos soldados marroquinos ficaram ligeiramente suavizados.O desempenho semelhante foi repetido também no áudio, como em “Tie Your Mother Down” do Queen, quando a voz de Freddie Mercury e a guitarra de Brian May se mostraram um pouco menos de energia que o normal.

Características principais*: Condutores em cobre OFC e bitola de 24AWG, 340 MHz cat.2, conectores metálicos com acabamento Ônix e pontas banhadas a ouro.
Apresentação: Blister plástica.
Metragem informada: 1,5m
Metragem real: 1,51m
Bitola total externa: 6,17mm
Dimensões dos conectores:13,92mm X 4,42mm
WEB: www.cabosgolden.com.br
COMENTÁRIO: “Kevel Tov” é o nome dado à linha mais sofisticada do fabricante nacional Cabos Golden. O cabo em questão, fabricado pela Copartner, traz conectores de excelente qualidade, de construção totalmente metálica e com reluzente acabamento na cor ônix.Na reprodução de imagens o Golden confirmou as expectativas, apresentando contornos bem definidos, cores vivas e boa sensação de profundidade, provavelmente fruto do cuidado extra dedicado aos conectores, favorecendo a blindagem e contato elétrico entre os aparelhos.Na reprodução de áudio sentimos uma certa carência de extensão nas altas freqüências, com queda de 2dB em relação ao nível referencial de pressão sonora.
Características principais*: Condutores em cobre OFHC com revestimento em prata 2,5%, pares trançados com 26AWG, dupla blindagem (trança + fita), conectores banhados a ouro 24k 1,1 mícron, revestimento em malha sleeve de nylon.
Apresentação: Blister plástica.
Metragem informada: 2,0m
Metragem real: 2,01m
Bitola total externa: 9,95mm
Dimensões dos conectores: 13,95mm X 4,50mm
WEB: www.absoluteacoustics.com.br
COMENTÁRIO: Topo de linha da nacional Absolute Acustics, HD Wave 500 está belo acabamento, com conectores injetados e revestimento em sleeve preto.Percebemos imagens ligeiramente “soft” em algumas cenas Cassino Royale, sensação não repetida com outros discos, independente da resolução empregada. Exemplo ocorreu no capítulo 4 de Patton, onde o HDW 500 Silver conferiu especial dimensão ao colorido e profundidade das imagens.No áudio, o uso da prata foi evidenciado nas freqüências médias e altas, com excelente reprodução de micro detalhes, facilitando o correto acompanhamento das nuances musicais.Foi ainda responsável por boa parte dos riscos deixados no painel traseiro do receiver A/V, fruto da forte pegada do conector, característica muito apreciada em cabos de elevado padrão.

Características principais*: Condutores e conectores com 2,5% de prata, sistema redutor de ruídos e interferências, geometria especial para estabilização do sinal, revestimento em malha têxtil de polietileno.
Apresentação: Caixa
Metragem informada: 3,0m
Metragem real: 3,06m
Bitola total externa: 8,47mm
Dimensões dos conectores: 13,96mm X 4,47mm
WEB: http://www.audioquest.com e www.sommaior.com.br
COMENTÁRIO: De apresentação visual irrepreensível, o HDMI-1 é o segundo na hierarquia Audioquest. É também o único dentre os avaliados a trazer no corpo balloons inibidores de interferências eletromagnéticas (EMI/RFI).Correto em todas as avaliações de vídeo, chamou à atenção pela nitidez das imagens e firmeza no engate dos conectores, algo sempre a enriquecer o contato elétrico entre cabo e equipamento.Em áudio o HDMI-1 mostrou grande fidelidade em toda gama de freqüências, trabalhando com desenvoltura conteúdos diversos, fosse o vigoroso rock do Queen, ou a 5ª Sinfonia de Beethoven sob a regência do mestre Leopold Stokowski.Está disponível também versão com acabamento Standard, para uso em infraestrutura embutida.

Características*: Condutores em cobre OFC de 23AWG, baixa capacitância e elevada velocidade de transmissão, dupla blindagem, conectores banhados a ouro 0,8 mícron, faixa de freqüência até 600 MHz.
Apresentação: Blister Plástica
Metragem informada: 3,0m
Metragem real: 3,05m
Bitola total externa: 10,07mm
Dimensões dos conectores: 13,92mm X 4,53mm
WEB: http://www.jenving.se/hf100.htm e www.tecsul.com.br
COMENTÁRIO: O Supra HF100 possui acabamento simples, porém de bom gosto, com conectores cinza e revestimento plástico na cor “Ice Blue”. Chama a atenção pela avantajada espessura; nada menos que 10,07mm, o que faz dele um dos mais parrudos HDMI do mercado.Passou com tranqüilidade em todas as avaliações de vídeo, oferecendo excelente qualidade de imagem, com grande sensação de profundidade, contornos bem delineados e cores bem dosadas. No capítulo 01 da divertida animação “Carros”, por exemplo, por vezes deu-nos a sensação de estarmos assistindo a uma exibição 3D!A mesma performance foi repetida nas avaliações de áudio, quando demonstrou grande equilíbrio tonal, sem comprometimento na reprodução dos extremos. Tocou o tempo todo 1dB acima de nosso padrão, o que faz dele nossa nova referencia.

Características*: Advanced High Speed para taxas de até 6,68 Gbit/s, tripla blindagem, conectores banhados a ouro 24k, isolador dielétrico de gás nitrogênio, revestimento em plástico Duraflex
Apresentação: Blister Plástica
Metragem informada: 2,0m
Metragem real: 2,03m
Bitola total externa: 7,77mm
Dimensões dos conectores: 13,96mm X 4,49mm
WEB: www.monstercable.com e www.suonare.com.br
COMENTÁRIO: Número 2 na hierarquia HDMI da Monster Cable, o 800HD foi o único acompanhado na embalagem por um pequeno livreto explicativo sobre a tecnologia HDMI e o conceito “The Need For Speed”, utilizado para classificar os cabos da marca conforme a banda passante e máximo bitrate.A pegada mais “light” no engate dos conectores facilitou a intensa troca de cabos, ao mesmo tempo em que não comprometeu o desempenho na reprodução de imagem, situação em que o 800Hd comprovou o desempenho esperado.Em áudio apresentou os graves mais poderosos do teste, fazendo a sala literalmente tremer em várias passagens de “Falcão Negro em Perigo”, em ponto de ensejar uma providencial intervenção no nível do subwoofer. Dentre todos, foi o que mais nos deu a sensação do verdadeiro “som de cinema”.

Características*:Condutores com 20,5AWG de cobre puro OFC, com tratamento de superfície com prata 99,99% de pureza, dupla blindagem, dielétrico flexível de gás nitrogênio com polietileno líquido, revestimento em malha Techflex .
Apresentação: Blister Plástica
Metragem informada: 1,80m
Metragem real: 1,83m
Bitola total externa: 9,63mm
Dimensões dos conectores: 13,97mm X 4,47mm
WEB: www.logicalcables.com.br
COMENTÁRIO: Produzido pelo fabricante carioca Logical Cables, o Blue Diamond justifica o nome pelo bonito revestimento em malha na cor azul cobalto. Apresenta também razoável maleabilidade, coisa rara em cabos de grande bitola.Comportou-se muito bem em todas as situações, entregando imagens bastante nítidas e de coloração bem saturada, independente da fonte ou resolução empregada. Como exemplo podemos citar as estripulias do agente James Bond nos capítulos 1 e 4 de Cassino Royale, quando foi possível aproveitar corretamente as características dos displays utilizadosNa reprodução musical posicionou-se ao lado dos melhores, com graves bem controlados e alto rendimento nas médias e altas freqüências.

Características*: Condutores com 28AWG de cobre OFC, tripla blindagem, suporte aos novos recursos de Deep Color e xvYCC.
Apresentação: Blister plástica
Metragem informada: 3,0m
Metragem real: 3,03m
Bitola total externa: 6,39
Dimensões dos conectores: 13,92mm X 4,47mm
WEB: www.discabos.com.br
COMENTÁRIO: Já havíamos antes travado contato com o HDMI Bravo 1.3 d nacional Discabos, que se mostrara um excelente produto sob todos os aspectos, e por tal motivo serviu como referencial a nortear a avaliação de todos os demais.Trata-se de um cabo bastante maleável e que emprega um chamativo revestimento em malha na cor prata e detalhes em vermelho.Sem surpresas ao longo da avaliação, as imagens foram reproduzidas com riqueza de detalhes e tonalidades realistas (acreditem, há cabos que tratam todas as imagens como se fossem de videogames), ao passo que na reprodução musical manteve-se sempre junto aos melhores, com destaque para as baixas freqüências, reproduzidas com bastante peso.Logo após o encerramento dos testes chegou ao mercado nova versão do produto, trazendo bitola mais larga e modificações nos conectores.


Características*: Nenhuma informada
Apresentação: Nenhuma, comercializado sem embalagem
Metragem informada: 2,0m
Metragem real: 1,85m
Bitola total externa: 5,62mm
Dimensões dos conectores: 13,93mm X 4,47mm
WEB: www.copartner.com.tw
COMENTÁRIO: A taiwanesa Copartner é uma das maiores (em volume) fabricantes de cabos HDMI da atualidade, também conhecida por fabricar sob encomenda cabos para várias outras empresas.O modelo testado, identificado apenas como Copartner HDMI 1.3 foi adquirido propositalmente em uma tradicional rua de comércio eletrônico na região central de São Paulo. É comercializado sem embalagem e sem quaisquer informações acerca das características técnicas e procedência do produto.De acabamento espartano, nos foi vendido como possuindo comprimento de 2m e conectores banhados a ouro, porém na medição mostrou possuir apenas 1,85m, sendo que foi também o único que apresentou sinais de oxidação nos conectores ao final dos 4 meses de testes.Em imagem correspondeu satisfatoriamente na resolução 480p, comprovando a tese de que para conteúdo DVD com ou sem upscale, qualquer cabo HDMI dá conta. Já em 1080i/p deixou a desejar. Exemplo foi no capítulo 4 de Cassino Royale, quando a cena pareceu sensivelmente mais escura e embaçada, como se houvesse uma fina película posicionada em frente ao display. Sensação incômoda também ocorreu nas avaliações de áudio, com pouco controle nos graves e transbordamento nos agudos. Nas medições, tocou 2dB abaixo de nosso nível de referência.
*Informações constantes nas respectivas embalagens dos produtos e/ou sites dos fabricantes na Internet.
HDMI PARA LONGAS DISTÂNCIAS
Desde que surgiu em 2002, a interface HDMI tem sido motivo de constantes dores de cabeça aos seus usuários, de consumidores finais a instaladores e projetistas.
Fora os constantes problemas de compatibilidade e handsacking, que infelizmente a versão 1.3 não conseguiu resolver, sempre foi um inconveniente trabalhar cabos HDMI em longas distâncias, sendo que os melhores atualmente disponíveis, em pouco ultrapassam os 20m. E quando chegava a hora de passar o dito pelo conduíte na parede, quase sempre era sufoco e estresse devido ao formato e tamanho dos conectores.
Recentemente surgiu uma interessante solução para o caso, baseada no uso de cabos UTP categoria 5 (os tradicionais cabos de rede) para a condução dos sinais de som e imagem.
Denominado “HDMI Over CAT5”, a solução já é oferecida no Brasil pelas empresas Discabos e Cabos Golden, e consiste em enviar o sinal HDMI a longas distâncias, porém fazendo uso de cabos CAT5. Explicando melhor, o sistema é composto de duas unidades responsáveis pela conversão da interface HDMI em RJ45 (a chamada conexão de rede). A primeira unidade (transmissora) fica próxima à fonte de sinal, geralmente um computador, player DVD ou Blu-ray. A conexão entre esses e o transmissor é efetuada com um cabo HDMI pequeno, não superior a 2m. Daí o sinal segue por dois cabos CAT5 (máximo de 70m) até a unidade receptora que já está posicionada próxima ao destinado do sinal. Lá é novamente convertido para HDMI e conectado ao display ou projetor.
Segundo Cristiano Mazza, CEO da Discabos, a facilidade proporcionada na instalação é um dos maiores apelos do produto. “Acredite se quiser, mas a maioria dos clientes compra o HDMI/CAT5 para utilizar em metragens pequenas, abaixo de 10m., pois sendo mais fácil passar 2 Cat5 do que um HDMI, elimina-se a necessidade de quebrar paredes apenas para instalação de conduítes maiores”,
Já Cláudio Cáceres da Cabos Golden alerta para a procedência do equipamento. “Há produtos que apresentam grande índice de rejeição por apresentarem muitos problemas de compatibilidade e handshacking. Nós mesmos já nos deparamos com isso, e foram necessários muitos testes e trabalho até decidirmos pelo produto a ser colocado no mercado”, conclui ele.


Como escolher (bem) um TV de led

14/06/2011, por Orlando Barrozo
Mesmo que você não faça questão de um TV ultrafino (há quem diga que isso é bobagem), o fato é que a tecnologia de leds (diodos emissores de luz, na sigla em inglês) é uma revolução. Esses TVs estão cada vez mais presentes nas lojas e, portanto, tendem a ocupar mais e mais casas pelo mundo afora. Oferecem uma série de vantagens sobre seus antecessores, os LCDs que utilizam lâmpadas. E estão sendo aprimorados a cada nova linha que sai das fábricas.
Existem dois tipos de TVs LCD - os convencionais usam backlight de lâmpadas fluorescentes (CCFL), semelhantes às que a maioria das pessoas tem em casa; os chamados "TVs de LED" são também LCDs, só que seu backlight utiliza leds. São pequenos dispositivos elétricos que emitem luz muito mais intensa e duram bem mais que as lâmpadas.
Além de seu custo ser mais baixo (um único led fornece luz equivalente à de várias lâmpadas), esses televisores duram mais e são menos agressivos à natureza. Com isso, os preços estão caindo no mundo inteiro - inclusive no Brasil. Os primeiros TVs desse tipo saíram em maio de 2009 custando em torno de R$ 7.000 (modelos de 40"); hoje, um aparelho equivalente pode ser adquirido até um terço desse valor.
E a performance dos modelos lançados nos últimos meses está entre as melhores do mundo! Não é exagero: devido à situação da economia mundial, os produtos estão chegando ao Brasil quase que simultaneamente ao lançamento nos EUA e na Europa. Ou seja, os TVs que você encontra hoje nas principais lojas brasileiras são - com raras exceções - os mesmos que um americano ou alemão irá encontrar por lá.
FIQUE DE OLHO
Taxa de contraste – Os TVs com taxa mais alta são os que reproduzem melhor as cenas escuras dos filmes, permitindo enxergar até pequenos detalhes (observe, por exemplo, os cabelos dos atores). Os leds propiciaram grande avanço nesse item, que sempre foi o ponto fraco dos LCDs. Os modelos atuais têm ótimos níveis de branco e preto, além de reproduzir todas as gradações de cinza. Esqueça as taxas de contraste mencionadas pelos fabricantes, pois não há uma padronização. Mais importante é você mesmo observar o TV de perto. Pegue um filme como Batman - O Cavaleiro das Trevas, que é muito escuro, e veja se consegue identificar bem os detalhes. Essa é uma boa prova.
Cores – Imagens naturais, nem lavadas nem excessivamente brilhantes: é isso que se espera de um bom TV. Os LED-LCDs top de linha conseguem a medida certa. Cores fortes - vermelho, amarelo, azul - parecem reais e não cansam os olhos. Além disso, seus processadores conseguem captar uma gama bem maior de tonalidades, o que é fundamental na transição das cenas.
Taxa de renovação (refresh rate) – Medida em hertz, é o número que indica quantas vezes o TV é capaz de ler cada quadro da imagem. Essa leitura é feita em altíssima velocidade e, portanto, depende de circuitos internos extremamente precisos. A maioria dos TVs LCD convencionais trabalha com taxa de 60Hz (leitura de 60 vezes por segundo). Mas os LED-LCDs são bem mais avançados: a freqüência pode ser de 120, 240 ou até 480Hz. E acredite: faz enorme diferença, principalmente na comparação entre um TV de 120Hz e outro de 240Hz.
Tempo de resposta (response time) - Uma das deficiências dos TVs LCD convencionais está na reprodução de imagens rápidas, como esportes, corridas, objetos em movimento ou cenas de perseguição dos filmes. Em muitos casos, pode-se ver rastros ou borrões que acompanham esses movimentos (tecnicamente, essa falha é conhecida como blur). Para corrigir o problema, os fabricantes vêm desenvolvendo processadores que conseguem responder mais rapidamente às mudanças nas cenas. Os melhores TVs atingem tempo de resposta de até 1 milisegundo, mas modelos na faixa de 3 a 5ms já apresentam um desempenho excelente nesse item.
Espessura - Os LCDs com backlight de led têm como grande apelo visual a espessura do gabinete: menos de 3cm, contra até 12cm dos demais modelos. Todos vêm com suporte de mesa, em fino acabamento, mas você pode, se quiser, pendurá-los na parede usando o próprio suporte que alguns fabricantes fornecem junto com o TV; ou adquirindo à parte suportes vendidos por empresas especializadas. Um detalhe que nem todo mundo observa é que as telas ultrafinas são muito mais delicadas. Todo manuseio deve ser feito com o máximo cuidado, incluindo a limpeza de pó e/ou gordura que podem se acumular com o tempo.
Brilho - Para tornar seus TVs ainda mais atraentes, alguns fabricantes utilizam vidros brilhantes na fabricação. Isso tem uma vantagem e uma desvantagem. O brilho do display é útil quando se assiste televisão durante o dia, ou quando as luzes ficam acesas. Mas pode ser um incômodo dependendo da posição do TV na sala. Se você optar por um desses modelos, verifique antes que não haverá luz (natural ou artificial) incidindo diretamente sobre a tela, pois os reflexos serão inevitáveis.
Conexões - Os novos TVs LED-LCD estão saindo com uma variedade de conectores que não se encontravam até alguns anos atrás. Isso permite ligar ao mesmo tempo diversas fontes de sinal: player Blu-ray, receptor de TV paga, conversor de TV digital aberta, videogame, computador etc. Mesmo que você não tenha todos esses aparelhos, convém escolher um TV que ofereça essa comodidade para o futuro. O conector mais importante é o HDMI, disponível nas versões 1.3 e 1.4 - esta última é a mais avançada, geralmente encontrada nos TVs 3D. É interessante também que seu TV possua pelo menos uma entrada USB, onde podem ser ligados aparelhos como câmeras, notebooks, pen-drives e HDs externos.
Gravador - Nos últimos meses, os fabricantes começaram a incluir nos TVs top de linha o recurso de gravação, que permite ao usuário fazer seus próprios horários para ver programas de televisão. O TV pode ser programado para gravar com a mesma qualidade da transmissão, inclusive em alta definição. Só que para isso é necessário conectar um dispositivo de armazenamento, geralmente um pen-drive ou um HD externo que tenha memória suficiente para caber tudo que for gravado. Detalhe: para proteger o conteúdo das emissoras contra cópias indevidas, o material é codificado: você só vai poder assisti-lo no mesmo TV em que foi gravado.
Consumo - Esta é uma das principais vantagens da tecnologia de leds: como esses dispositivos luminosos são mais eficientes dos que as lâmpadas comuns, consegue-se maior luminosidade com menos energia. Os novos TVs estão vindo com recursos que ajudam a reduzir mais ainda o consumo. Exemplo: sensores analisam a luz ambiente e regulam o brilho da tela de acordo. Quando a sala está escura, esse brilho diminui automaticamente, e a energia dispendida é menor. Com certeza, essa diferença irá aparecer nas próximas contas de luz.
É quanto consome, em média, um TV LED-LCD de 40".
Esse valor é 55% mais alto num TV LCD comum do mesmo tamanho;
e 111% mais alto num plasma de 42".
OS DOIS TIPOS DE PAINEL LED
Edge-lit - Os leds são montados nas bordas do backlight, e a luz é espalhada sobre os pixels de forma indireta.
Local Dimming - Os leds são montados em blocos distribuídos pela superfície do painel, iluminando diretamente os pixels. Também chamado "Full-LED", ou "Direct LED", é considerado mais eficaz. Os blocos de luz atuam diretamente sobre blocos de pixels, controlados por sensores de alta precisão. Quanto maior o número de blocos (ou segmentos de luz), mais eficiente a iluminação dos pixels. Os TVs atuais desse tipo trabalham com 128 blocos, mas já existem modelos com até 400 segmentos.
Artigo publicado originalmente na revista HOME THEATER & CASA DIGITAL