Posicionamento das caixas ácusticas
Em algum lugar de nosso espaço estão as caixas acústicas. Imponentes ou não, mas palpáveis, hardware autêntico, todas bem visíveis, com cor, peso, tamanho e forma física bem definidas. Noutro ponto do mesmo espaço estamos nós, com nosso sentido de audição. Percepção humana numa forma das mais notáveis. Não muitos se dão conta de que, entre essas duas evidências óbvias, está a acústica com seus meandros técnicos e mitos próprios e pitorescos.
Por isso mesmo, costumo chamar a acústica arquitetônica de ciência invisível. Quando ignorada, como o é na maioria dos casos, ela simplesmente não pode nos ajudar a obter mais qualidade sônica. Por outro lado pode, e geralmente o faz, degradar nossas audições sagradas. Freqüentemente, reduzindo nossas referências a níveis absurdamente baixos.
A importância da acústica em nossas salas pode ser avaliada pelo seguinte postulado: um equipamento bem modesto, instalado numa sala com acústica bem cuidada, é capaz de proporcionar melhor qualidade de áudio do que um hiper "hi-end" instalado numa sala com acústica medíocre !!!
As partes que nos interessam da acústica arquitetônica são duas: isolamento acústico e controle do comportamento interno das salas. O isolamento acústico tem a ver com o quanto nossos espaços deixam os sons vazarem. Esta é uma rua de duas mãos. Porque se aplica tanto do exterior para o interior, quanto vice-versa. No mesmíssimo grau. Quando o ruído externo é elevado, um vazamento mais sério pode resultar num elevado nível de ruído interno, que nos impede de obter adequadas relações sinal/ruído de natureza acústica. Do interior para o exterior, o vazamento acentuado geralmente provoca a ira de vizinhos, e mesmo de outras pessoas em nossa casa.
Para evitar vazamentos significativos temos duas opções. Escolher criteriosamente o local da audição, o que na prática é algo bastante limitado por várias circunstâncias. A outra é trabalhar as estruturas horizontais e verticais da sala. Como o assunto é algo indigesto, e as implicações financeira$ são geralmente de monta, o ideal é chamar um especialista. Alguém que possa ajudar a maximizar resultados e minimizar investimentos.
O controle do comportamento acústico interno tem duas vertentes. Obter tempo de reverberação adequado e controlar os efeitos das ondas estacionárias. Tempo de reverberação (RT) é o tempo que a energia do som demora para cair 1.000.000 de vezes, contado em segundos a partir do momento que cortamos a fonte que o produz. Na prática, pode se contar o RT de cabeça, usando como fonte de som uma palma batida com as mãos. Especialistas menos equipados usam artifícios como estourar bolas de gás, dar tiros de espoleta e outras mumunhas.
Sempre existe um RT ideal para cada espaço, figura dependente diretamente do seu volume físico e do tipo de programa predominante. Essa figura está por volta de 0,5 segundo para a maioria das salas residenciais.
O conceito de Tempo de Reverberação está encriptado no próprio nome. É o tempo durante o qual não há mais sons diretos produzidos pelas caixas, mas apenas reflexões sucessivas nas superfícies das salas. Que juntas ganham o nome de reverberação. Portanto, algo que tem a ver com o quanto essas superfícies absorvem e refletem os sons.
É exatamente aqui que a coisa começa a pegar. O significado do termo ?absorvente? parece que tem um efeito mágico sobre as pessoas. Que, no geral, acreditam que aplicar materiais acusticamente muito absorventes em doses cavalares é sinônimo de tratamento acústico da sala. Ora, nada mais errado do que isso. O segredo consiste em dosar absorção com reflexão em proporções tais que tenhamos o RT ideal, ou algo próximo dele, para todas as freqüências.
Uma das coisas menos entendidas sobre o RT é que ele deve ser aproximadamente o mesmo para todas as freqüências do espectro. Se preferirem, para graves, médios e agudos. Outra coisa pouco entendida sobre ele é que a maioria dos materiais não absorve igualmente por todo o espectro. Quase todos eles absorvem bem médios e agudos. Mas absorver os graves é outra conversa. Sempre mais difícil.
Em virtude disso, usar materiais que o bom senso determina para uma sala convencional, e que artigos técnicos de revistas e livros com base científica duvidosa recomendam exclusivamente, como móveis muito estofados, carpetes pesados e cortinas espessas, é condenar o pobre do usuário a ter que se contentar com uma sala acertada em médias freqüências, extra absorvente nas altas, com pouca ou nenhuma absorção nas baixas. Resultado: tempos de reverberação extraordinariamente longos nos graves, adequados nos médios, e muito curtos nos agudos.
Tal padrão de referência em áudio, tido por muitos desavisados como "um espetáculo", é na verdade algo do que devemos fugir correndo, e evitar a todo custo. Porque o efeito funesto de médio e longo prazos advém de nos ?acostumarmos? a algo que, acreditando ser o máximo, é uma referência muito ruim.
A solução para o mal também é chamar o especialista. Mas, na maioria das vezes, o remédio é incrivelmente simples. Geralmente se restabelece o equilíbrio tonal da sala com o uso de absorventes de baixas freqüências. Infelizmente, estes não são encontrados facilmente no mercado. Pois não são materiais como espumas, estofados, almofadados e outros quetais. Mas painéis de diversos tipos, que podem ser construídos sem dificuldades, e geralmente com quaisquer acabamentos ou visuais desejados.
A outra vertente, que é o controle das estacionárias, requer que saibamos antes o que são ondas estacionárias. São determinadas freqüências que apresentam o hábito teimoso de permanecer na sala com intensidade muito maior ou menor do que seria de se esperar. O que ocorre porque são freqüências que entram em ressonância com as dimensões da sala. Por isso, podem ser calculadas. Basta que dividamos a velocidade do som (considere-a 344 metros por segundo) por duas vezes a dimensão da sala, em metros. O resultado será a freqüência da estacionária, em Hertz. Para uma sala retangular, há três dimensões a considerar: comprimento, largura e altura.
Cada uma dessas estacionárias apresenta o que se chama de pontos de máxima e pontos de mínima. São reforços e atenuações de natureza acústica, que fazem a resposta de freqüência acústica das salas variar em cerca de ? 20,0 decibéis. Meros 40 decibéis!
Acrescente-se a isso que as harmônicas (estas mesmas freqüências multiplicadas por 2, por 3, por 4, etc.) dessas estacionárias apresentam comportamento idêntico. E agora o pior, esses incontáveis pontos de máxima e de mínima, e uma infinidade de outros, com atenuações e reforços menos intensos, se espalham pelas salas de modo absolutamente imprevisível, com padrões diferentes de uma para outra freqüência. Tornando as respostas de freqüência de natureza acústica de nossas salas tudo o que se queira, menos respostas planas.
Quer fazer uma experiência prática para sentir o drama ? Adquira um CD de teste. Você os encontra a partir de R$ 30,00. Reproduza em sua sala, e com seu equipamento, uma freqüência como, digamos, 100 Hz. Não se preocupe ainda com coisas vibrando, como portas, janelas e bibelôs. Apenas ande pela sala, e ouça como a intensidade do som ora parece ensurdecedora, ora nem aparece. Como se o equipamento estivesse desligado.
Repita para outras freqüências baixas, até 300 Hz. E constate a mesma coisa, com padrões que variam como um caleidoscópio, de acordo com a freqüência reproduzida e o local onde você está.
Então pergunto, de que adianta investir milhares ou dezenas de milhares de reais em equipamentos para se ter respostas de freqüência elétricas de 20 Hz a 20 kHz ? 0,2 decibéis? Resposta: de nada. Pois não ouvimos respostas elétricas, mas acústicas. Então, agora aqueles meros 40 decibéis entram em cena a todo pano. Para um ouvido treinado, ou para quem faz a experiência acima, a acústica já não deve parecer algo tão invisível quanto disse no início.
Mas esperem, a coisa não é de desesperar. Afinal, não há males sem cura. E isso se aplica às ondas estacionárias. Há vários modos de controlá-las. O mais simples é quebrar o paralelismo existente entre as paredes. Norte-sul, leste-oeste, e piso-forro. Incline-as, aplique-lhes painéis inclinados, superfícies anguladas e por aí vai. Use a imaginação e vá ao infinito.
Outra alternativa é usar difusores acústicos convencionais, como painéis policilíndricos (não se impressione com nome, são apenas superfícies curvadas), e outros difusores de reflexão especular (como num espelho), a exemplo de calotas, difusores geométricos dos mais variados e pirâmides invertidas no forro, ou deitadas nas paredes. Não use nada côncavo, prefira as vantagens do convexo.
Uma forma mais "hi- tech" de atacar o problema é utilizar difusores não especulares de uma ou de duas dimensões, a exemplo dos QRD (Quadratic Residue Diffusor) e dos PRD (Primitive Root Diffusor), além muitos outros do mesmo gênero.
A tempo, o que se mostrar vibrando na sala deve ser fixado rapidinho ou extirpado de vez. Afinal, você não quer isso como parte de sua música, quer ?
Como sou consultor de áudio e de acústica, me vejo na difícil situação de ter que advogar em causa própria. Não na minha, mas na dos consultores de modo geral. Mas acima de tudo devo sinceridade a todos vocês, leitores. Como não tenho dúvidas, devo dizer que se você está convencido de que a acústica é importante porque pode realmente ajudá-lo a obter uma performance sônica superior, com investimentos relativamente módicos, procure um especialista. Certamente valerá a pena. E o termo "pena" utilizado aqui é apenas força de expressão. O correto mesmo é usar o termo "curtição".
Creio que já é tempo de fazermos o que se faz há décadas no primeiro mundo. Gaste o que quiser, ou que puder, com equipamentos. Mas não se esqueça de reservar uma parte pequena para a acústica, porque o resultado depende tanto dela quanto dos equipamentos. E se você não é um expert, use os serviços de um profissional, como faz quando consulta o dentista, o contador, o encanador, o médico, e com tantos outros.
* Luiz Fernando Cysne é engenheiro e diretor da empresa Digital, especializada em sonorização e sistemas de áudio.
Por isso mesmo, costumo chamar a acústica arquitetônica de ciência invisível. Quando ignorada, como o é na maioria dos casos, ela simplesmente não pode nos ajudar a obter mais qualidade sônica. Por outro lado pode, e geralmente o faz, degradar nossas audições sagradas. Freqüentemente, reduzindo nossas referências a níveis absurdamente baixos.
A importância da acústica em nossas salas pode ser avaliada pelo seguinte postulado: um equipamento bem modesto, instalado numa sala com acústica bem cuidada, é capaz de proporcionar melhor qualidade de áudio do que um hiper "hi-end" instalado numa sala com acústica medíocre !!!
As partes que nos interessam da acústica arquitetônica são duas: isolamento acústico e controle do comportamento interno das salas. O isolamento acústico tem a ver com o quanto nossos espaços deixam os sons vazarem. Esta é uma rua de duas mãos. Porque se aplica tanto do exterior para o interior, quanto vice-versa. No mesmíssimo grau. Quando o ruído externo é elevado, um vazamento mais sério pode resultar num elevado nível de ruído interno, que nos impede de obter adequadas relações sinal/ruído de natureza acústica. Do interior para o exterior, o vazamento acentuado geralmente provoca a ira de vizinhos, e mesmo de outras pessoas em nossa casa.
Para evitar vazamentos significativos temos duas opções. Escolher criteriosamente o local da audição, o que na prática é algo bastante limitado por várias circunstâncias. A outra é trabalhar as estruturas horizontais e verticais da sala. Como o assunto é algo indigesto, e as implicações financeira$ são geralmente de monta, o ideal é chamar um especialista. Alguém que possa ajudar a maximizar resultados e minimizar investimentos.
O controle do comportamento acústico interno tem duas vertentes. Obter tempo de reverberação adequado e controlar os efeitos das ondas estacionárias. Tempo de reverberação (RT) é o tempo que a energia do som demora para cair 1.000.000 de vezes, contado em segundos a partir do momento que cortamos a fonte que o produz. Na prática, pode se contar o RT de cabeça, usando como fonte de som uma palma batida com as mãos. Especialistas menos equipados usam artifícios como estourar bolas de gás, dar tiros de espoleta e outras mumunhas.
Sempre existe um RT ideal para cada espaço, figura dependente diretamente do seu volume físico e do tipo de programa predominante. Essa figura está por volta de 0,5 segundo para a maioria das salas residenciais.
O conceito de Tempo de Reverberação está encriptado no próprio nome. É o tempo durante o qual não há mais sons diretos produzidos pelas caixas, mas apenas reflexões sucessivas nas superfícies das salas. Que juntas ganham o nome de reverberação. Portanto, algo que tem a ver com o quanto essas superfícies absorvem e refletem os sons.
É exatamente aqui que a coisa começa a pegar. O significado do termo ?absorvente? parece que tem um efeito mágico sobre as pessoas. Que, no geral, acreditam que aplicar materiais acusticamente muito absorventes em doses cavalares é sinônimo de tratamento acústico da sala. Ora, nada mais errado do que isso. O segredo consiste em dosar absorção com reflexão em proporções tais que tenhamos o RT ideal, ou algo próximo dele, para todas as freqüências.
Uma das coisas menos entendidas sobre o RT é que ele deve ser aproximadamente o mesmo para todas as freqüências do espectro. Se preferirem, para graves, médios e agudos. Outra coisa pouco entendida sobre ele é que a maioria dos materiais não absorve igualmente por todo o espectro. Quase todos eles absorvem bem médios e agudos. Mas absorver os graves é outra conversa. Sempre mais difícil.
Em virtude disso, usar materiais que o bom senso determina para uma sala convencional, e que artigos técnicos de revistas e livros com base científica duvidosa recomendam exclusivamente, como móveis muito estofados, carpetes pesados e cortinas espessas, é condenar o pobre do usuário a ter que se contentar com uma sala acertada em médias freqüências, extra absorvente nas altas, com pouca ou nenhuma absorção nas baixas. Resultado: tempos de reverberação extraordinariamente longos nos graves, adequados nos médios, e muito curtos nos agudos.
Tal padrão de referência em áudio, tido por muitos desavisados como "um espetáculo", é na verdade algo do que devemos fugir correndo, e evitar a todo custo. Porque o efeito funesto de médio e longo prazos advém de nos ?acostumarmos? a algo que, acreditando ser o máximo, é uma referência muito ruim.
A solução para o mal também é chamar o especialista. Mas, na maioria das vezes, o remédio é incrivelmente simples. Geralmente se restabelece o equilíbrio tonal da sala com o uso de absorventes de baixas freqüências. Infelizmente, estes não são encontrados facilmente no mercado. Pois não são materiais como espumas, estofados, almofadados e outros quetais. Mas painéis de diversos tipos, que podem ser construídos sem dificuldades, e geralmente com quaisquer acabamentos ou visuais desejados.
A outra vertente, que é o controle das estacionárias, requer que saibamos antes o que são ondas estacionárias. São determinadas freqüências que apresentam o hábito teimoso de permanecer na sala com intensidade muito maior ou menor do que seria de se esperar. O que ocorre porque são freqüências que entram em ressonância com as dimensões da sala. Por isso, podem ser calculadas. Basta que dividamos a velocidade do som (considere-a 344 metros por segundo) por duas vezes a dimensão da sala, em metros. O resultado será a freqüência da estacionária, em Hertz. Para uma sala retangular, há três dimensões a considerar: comprimento, largura e altura.
Cada uma dessas estacionárias apresenta o que se chama de pontos de máxima e pontos de mínima. São reforços e atenuações de natureza acústica, que fazem a resposta de freqüência acústica das salas variar em cerca de ? 20,0 decibéis. Meros 40 decibéis!
Acrescente-se a isso que as harmônicas (estas mesmas freqüências multiplicadas por 2, por 3, por 4, etc.) dessas estacionárias apresentam comportamento idêntico. E agora o pior, esses incontáveis pontos de máxima e de mínima, e uma infinidade de outros, com atenuações e reforços menos intensos, se espalham pelas salas de modo absolutamente imprevisível, com padrões diferentes de uma para outra freqüência. Tornando as respostas de freqüência de natureza acústica de nossas salas tudo o que se queira, menos respostas planas.
Quer fazer uma experiência prática para sentir o drama ? Adquira um CD de teste. Você os encontra a partir de R$ 30,00. Reproduza em sua sala, e com seu equipamento, uma freqüência como, digamos, 100 Hz. Não se preocupe ainda com coisas vibrando, como portas, janelas e bibelôs. Apenas ande pela sala, e ouça como a intensidade do som ora parece ensurdecedora, ora nem aparece. Como se o equipamento estivesse desligado.
Repita para outras freqüências baixas, até 300 Hz. E constate a mesma coisa, com padrões que variam como um caleidoscópio, de acordo com a freqüência reproduzida e o local onde você está.
Então pergunto, de que adianta investir milhares ou dezenas de milhares de reais em equipamentos para se ter respostas de freqüência elétricas de 20 Hz a 20 kHz ? 0,2 decibéis? Resposta: de nada. Pois não ouvimos respostas elétricas, mas acústicas. Então, agora aqueles meros 40 decibéis entram em cena a todo pano. Para um ouvido treinado, ou para quem faz a experiência acima, a acústica já não deve parecer algo tão invisível quanto disse no início.
Mas esperem, a coisa não é de desesperar. Afinal, não há males sem cura. E isso se aplica às ondas estacionárias. Há vários modos de controlá-las. O mais simples é quebrar o paralelismo existente entre as paredes. Norte-sul, leste-oeste, e piso-forro. Incline-as, aplique-lhes painéis inclinados, superfícies anguladas e por aí vai. Use a imaginação e vá ao infinito.
Outra alternativa é usar difusores acústicos convencionais, como painéis policilíndricos (não se impressione com nome, são apenas superfícies curvadas), e outros difusores de reflexão especular (como num espelho), a exemplo de calotas, difusores geométricos dos mais variados e pirâmides invertidas no forro, ou deitadas nas paredes. Não use nada côncavo, prefira as vantagens do convexo.
Uma forma mais "hi- tech" de atacar o problema é utilizar difusores não especulares de uma ou de duas dimensões, a exemplo dos QRD (Quadratic Residue Diffusor) e dos PRD (Primitive Root Diffusor), além muitos outros do mesmo gênero.
A tempo, o que se mostrar vibrando na sala deve ser fixado rapidinho ou extirpado de vez. Afinal, você não quer isso como parte de sua música, quer ?
Como sou consultor de áudio e de acústica, me vejo na difícil situação de ter que advogar em causa própria. Não na minha, mas na dos consultores de modo geral. Mas acima de tudo devo sinceridade a todos vocês, leitores. Como não tenho dúvidas, devo dizer que se você está convencido de que a acústica é importante porque pode realmente ajudá-lo a obter uma performance sônica superior, com investimentos relativamente módicos, procure um especialista. Certamente valerá a pena. E o termo "pena" utilizado aqui é apenas força de expressão. O correto mesmo é usar o termo "curtição".
Creio que já é tempo de fazermos o que se faz há décadas no primeiro mundo. Gaste o que quiser, ou que puder, com equipamentos. Mas não se esqueça de reservar uma parte pequena para a acústica, porque o resultado depende tanto dela quanto dos equipamentos. E se você não é um expert, use os serviços de um profissional, como faz quando consulta o dentista, o contador, o encanador, o médico, e com tantos outros.
* Luiz Fernando Cysne é engenheiro e diretor da empresa Digital, especializada em sonorização e sistemas de áudio.
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